domingo, 10 de junho de 2007

Tec-tec-tec -tec

Ao som de: arpejos em Gm

_____Certo mesmo é que eu não posso reclamar. De nada. Fiz 5 dias de festa seguidos e agora meu corpo paga o preço. Se eu fosse uma girafa minha dor de garganta ia ser bem maior. E eu teria mais corações. E amaria mais. E teria sacrificado mais. O sol sempre brilha por cima das nuvens, até mesmo nas noites sem estrelas. Sinto uma certa inveja do dele. Mas todas as noites têm estrelas.


_____Domingo nostálgico: Um casaco que eu gosto muito voltou prá minha mão. O melhor capuz do mundo. E eu devo dinheiro pro Aurélio até hoje por causa dele. E as pessoas sempre pedem o mesmo X. Saudades da Vivi, do ponto de vista privilegiado que ela oferecia. De uma passo atrás que teria todo significado do mundo, mas na verdade eu estava bêbado e perdi o equilíbrio. Passou um tempo e agora eu posso dizer com certeza que coisas importantes acontecem em terças feiras perdidas no tempo.

_____O ruim de parar de fumar é saber que nada no mundo pode dar a mesma satisfação que a nicotina dá. Fumar é um inferno, mas é muito bom. Chega de desculpas para tentar me destruir. Chega de nomes escritos pela fumaça do cigarro da saudade. No meu reino, não há lugar para isso.

_____Filme da cinderela na TV no final do domingo foi realmente irônico, mas resolvi não assistir. Auto-flagelação não faz mais sentido. Vou assistir o show do Slipknot na MTV. Por fim, pego emprestadas (mais essas) palavras do Taloco: Eu quero mais que o Boca se foda e que meu pau cresça

_____Confusão aqui dentro, mas vai passar.

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.

Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
nem se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

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