terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Acho que dessa vez teremos que ir mais longe.


          Meu sistema respiratório implodiu. Queria poder dizer que peguei uma gripe e que a alergia tem fundamento, mas sabemos que é mais embaixo. Sempre me encanta isso dos problemas da mente estourarem no corpo. Meu eu lírico tem uma amiga chamada Carmem e eles vivem conversando sobre se é o corpo que reflete na mente ou se é a mente que influencia o corpo. Pra mim e pro meu eu lírico a mente é o vento e o corpo é areia. Pra saber pra onde vai a areia, basta ver a direção do vento. E no momento sou um saco de areia molhada com olheiras e mancando. Porque consegui arrebentar o joelho na festa de sábado. 

           E lá fora tá o caos. Eu tinha esquecido que ser amigo de um casal tem um problema grave. Caso um dia os dois terminem você fica mais perdido que cego em tiroteio tentando diminuir vazios que são, irremediavelmente, gigantescos. Como se o processo de olhar para dentro de si mesmo não fosse perigosos o suficiente sem vazios e sombras latentes. ¿E como faz quando tu tem dois poços de racionalidade e só tem vontade de pegar eles no colo e mentir que tudo vai ficar bem...até acreditar na minha própria mentira.

          E aqui dentro tá foda, mas eu lembro do Charlie.


"Se algum dia você sentir alguma coisa muito forte,
não importa se boa ou ruim,
e quiser falar pra alguém, não fale.
Beba uma dose."

           Não tenho álcool suficiente, mas erva mate moída grossa e meus livros tem ajudado. Se bem que não consigo ler direito por causa dos olhos lacrimejando por causa da gripe nível praga do Egito. E isso me irrita a ponto de conversar em voz alta comigo mesmo. Falando bem baixinho pra me irritar mais ainda enquanto caminho que nem o House pela casa. Sem conseguir achar graça em nada. 

Mas tá tranquilo.. tá favorável. Foi só uma velha ferida que abriu de novo. Daqui a pouco eu costuro e remendo tudo.

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