domingo, 16 de agosto de 2009

Justificando os nós

De todas as conversas desse mês de agosto...

Um se apaixona fácil em noites de verão e de inverno, o outro não sabe mais o que é se entregar.

Um ouve engenheiros do hawaí, o outro ouve tool.

Um lê nietzche em español, o outro Osho.

Um não tem medo de cair, o outro não se importa em levantar.

Um toca músicas, outro soa entre um silênco e outro.

Um toca baixinho pra não atrapalhar o silêncio, o outro grita até perder a voz escondido atrás dos cabelos.

Um acredita, o outro sabe.

Um conversa com as flores e com qualquer coisa que faça parte, o outro ouve as histórias das cartas e das estrelas do céu.

Um não gosta das coisas fáceis, o outro sempre tenta o jeito mais difícil.

Um é um amigo leal e honrado, o outro é um inimigo frio e cruel.

Um fala a verdade de forma kamikaze, o outro brinca com as palavras conforme a necessidade.

Um toma tequila sentado num cordão de calçada, o outro chimarrão com as pernas na janela.

Um é um budista que acredita em Jesus, o outro é um ateu semi convicto.

Um conta com a sorte, o outro faz parte de um complô maior.

Um fecha os olhos para ver, o outro decifra sinais.

Um queria passar desapercebido, o outro está sempre no olho do furacão.

Um é como o fogo, que aumenta as fogueiras grandes e apaga as pequenas, o outro é como o sol, que aquece mas também apodrece o esgoto.

Um joga xadrez com cara de poker, o outro joga poquer pensando no tabuleiro.

Um é um palhaço no circo sem futuro, o outro um equilibrista.

Um faz mistério porque sabe que é útil, o outro se esconde por ter medo.

Um chora porque dói muito, o outro porque não quer deixar a chuva cair sozinha.

Esses somos nós. Debaixo da chuva do mês de agosto. A minha chuva.

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