quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Cai a folha. ¿Quem sopra meu nome.?


Séculos atrás, perguntei para uma pessoa que está longe: - Diz uma música pra mim tirar. A resposta foi:




Hoje de tarde acabei com o violão na mão tocando ela umas 20 vezes, até minha voz dizer o que eu queria dizer. 3 acordes e uma história sem tempo. Viver o luto, diria o Barão. Mergulhar digo eu. Essa pequena raiva na superfície só deixa a paz das profundezas melhor.¿E se eu dissesse que o tempo é como um rio que corre sem ter começo nem fim. Sempre com a mesma água, as mesmas curvas e as mesmas cachoeiras. Ops, acho que já disse: "Ah, tem uma repetição, que sempre outras vezes em minha vida acontece. Eu atravesso as coisas - e no meio da travessia não vejo! - só estava era entendido na idéia dos lugares de saída e de chegada.[...] mas o real não está nem na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia." GS:V

E assim dou as boas vindas a esse agosto que entra leve, sem a mesma discussão de sempre. Sem Tiago, sem dualidade, mas com uma chuva muito minha. Os demônios de sempre continuam aqui e os sussurros deles me tentando ainda me assustam em algumas madrugadas, mas não vou reclamar. Entre o silêncio ensurdecedor e  pensamentos com covinhas, continuo inteiro. Levo comigo a esperança e a coragem que só os loucos carregam. A dona das asas tem razão, se ela ficar perto eu sempre vou tentar desviar meu caminho até ela. Mas até os loucos, quando perdem alguma coisa, ficam procurando o que perderam.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Das aulas de literatura que passei dormindo...



Acho que meu cérebro colou alguns relés no fim de semana. Mas algumas portas se abriram. Talvez venha desse texto a idéia (sim, eu escrevo com acento e que se foda) de não fazer alguma coisa quando me mandam fazer e/ou me tratam como se eu tivesse a obrigação de fazer. Aula de literatura em 93. Cichelero, tu deve ter sido um bom professor, quase 20 anos depois um aluno teu lembra de uma aula. E eu dormia em todas as aulas, pelo que me lembro.




"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?


Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...


Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!


- José Régio: Cântico Negro

sábado, 21 de julho de 2012

Frases simples e despretensiosas sobre grandes assuntos

"O Leste Europeu continua lindo."

-Kiko, o Fávero.

Pela paz de espírito!


Eu não ia falar nada sobre o dia do amigo, não sou de datas, mas aí uns 2 ou 3 que eu sou muito fã me mandaram um feliz dia do amigo. Tento agora lembrar aos meus.

Mateus correria, obrigado por me sacudir com as tuas perguntas. Lê, obrigado por me sacudir com as tuas respostas. Luciano, nunca consegui explicar que eu ia na boca só porque era teu amigo. César, Bledo, Nick, aprendi mais com vcs segurando as baquetas do que com qualquer professor. Barão, ¿de que jeito eu vou te agradecer como amigo se acabamos nos tornando irmãos.? Potro, gracias por não ter desistido quando eu mesmo já não via esperança nenhuma. Professora de resiliência, sei que não fui o melhor aluno, mas me esforço até hoje. Cíntia Vida, minha irmã orgulhosa, minha alma ainda é tua, mas não foi presente, foi troca justa.  Ângelo, Copa, vcs continuam como reitores da universiadade de caráter. Mário, te chamo de professor e não é por acaso. Não julgar foi ensinamento precioso, muito mais do que dps e movimentação. Caldo, Wood, Mark, grato, não agradecido. Ensinam pelo exemplo. Kico Mestre, parceria total entre a consideração e um equalizador de 31 bandas. Tchuky, levamos anos para nos entender e entender a distância certa. Uma noite de conversa e um mês tentando assimilar tudo. Fábio Bento, se der um tempinho, entra no msn. Beijo me tweeta. Time forte. Compadre, cada um tem o mestre jedi que merece e sou grato por ter o meu. Lua, sou só sol, iluminando a tua lua nua. Seco, um dia eu disse que o Alemão é uma rainha.. isso te torna um rei. Cla, tu sempre foi a melhor produtora do mundo, muito antes da pastelina e do Twin Peaks. Deivid, Deja, Miju, Azeroth fica mais leve por causa de vcs. Maúricio gaucho, daqui até a vida a gente vai abraçado... daquele jeito. Uruguaia, teu sorriso fica impresso em mim cada vez que te encontro. Minha senhora com sotaque portoalegrense. Karen Jasmim, teus desejos ainda estão no meu freezer esperando. Ana pic-pic, tudo que o mundo te der de bom ainda vai ser pouco. A Ostra, que é simplesmente a Ostra e nada mais.

E por último, a violinista que não existe, que chegou como se fosse dona, colocou um celo na minha mão e me chamou de jaguara com propriedade.

Tem vários que eu não escrevi. Não pensem que me esqueci, mas alguns estão e são tão entranhados na minha vida que eu simplesmente não teria como agradecer. A todos, um muchas gracias. Olho para mim no espelho e vejo que, com a ajuda de cada um de vocês, forjei uma bela mistura de qualidades e defeitos.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Mariposas


Há certas coisas que não mudam. Sempre escrevo quando estou inquieto. E quando estou inteligente o suficiente para entortar o que escrevo.

Hoje não estava com vontade nenhuma de estudar ou tocar qualquer coisa. Mentira, o celo eu quero tocar, mas só porque não sei ainda. Sentei no teclado do Barão com a fumaça do café me fazendo companhia. Lembrei do mojo psicológico do irmão que fiz pelo caminho. Tropeçando com os dedos entre uma nota e outra, fui soando para tentar me entender. Deixo meus dedos no automático enquanto fecho os olhos para ver melhor. Falta uma peça no quebra cabeças, mas a imagem continua encantadora. Talvez eu esteja procurando uma peça para um espaço que não existe. Talvez eu esteja inventando um espaço porque quero estar na imagem.

O fim da tarde foi frio e meio pessimista, guardo o resto da metáfora pra mim. Lembrei de dois leões num filme velho. A sombra e a escuridão. Eu tiro lições das coisas mais absurdas para tentar equilibriar o monte de coisa óbvia que deixo passar batido.

E prá compensar as formalidades e convenções sociais que eu insisto em não assimilar.

sábado, 30 de junho de 2012

Leviano, sereno e flexível



Isso tem cheiro de paz de cemitério, mas é apenas um pequeno descanso. Fiquei tanto tempo sem desncanso que cheguei a me esqeucer porque não podia descansar. Não ter aulas é estranho e agora estudo por não me sentir obrigado a estudar. Porque me tornar um músico melhor é o caminho mais sereno que encontrei para me tornar uma pessoa melhor.


Pelo céu que ficou mais escuro eu sei que está na hora de fazer mais um amanhecer. Faço, sem problemas, mas antes preciso de mais uma cuia. Estou ansioso de um jeito muito peculiar. Sempre me sinto assim quando entro na vida de alguém e me sinto em casa.

Vivo. Tanto.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Minha Ostra



O que te escrevo são só palavras. Elas não tem cor, não tem a intensidade que eu quero. Não tem peso nenhum porque não tem a insegurança e nem o entusiasmo que carrego na voz quando falo contigo. Não tem o brilho do meu olhar quando te vejo. Não tem meu coração batendo atravessado ou minhas mãos tremendo perto de ti. Coloco tudo que eu sinto nelas, mas são só palavras. E eu sei que você lê. Da mesma forma que você sabe que eu escrevo pra ti, embora tenha medo de que assim não seja. Queria poder falar olhando nos teus olhos, mas sei que você foge quando se apaixona.

Queria poder falar que te ver dormindo é como ver uma criança. A leveza do teu sono carrega toda a paz do mundo. Eu diria também que até o mar se sente pequeno perto de ti. Eu diria que teu silêncio machuca, mas a lembrança do teu beijo a cada chuva compensa um pouco o vazio da saudade. Os amanheceres são mais fáceis por saber que você também esta acordando, mesmo que a gente durma separados. Diria que um palito de picolé ou um pedaço de pano ao redor do meu pulso podem contar pedaços da nossa história. E que nada me tira da cabeça que tu merece um final feliz. E eu também.

Dói não saber, dói não poder falar. Os longes estranhamente nos perseguem. Estranhamente te procuro em todo lugar que vou. Fico triste por não te ver, porque sei que tudo ficaria melhor com a tua presença, mesmo que não me dissesse uma só palavra. Cada vez que te ligo e você não atende me faz mal, mas me lembro da única vez que deveria ter ligado e não liguei.

Não importa o que aconteça... não vou desistir. E isso não tem a ver com a minha força ou com o pouco de esperança que ainda consigo ter. Eu sempre soube da benção que você é na minha vida.  Minhas asas doem de saudade e nada consegue existir sem me lembrar que errei e te perdi. Não sei se o amor pode fazer milagres, mas eu acredito que o nosso amor pode fazer tudo aquilo que quisermos. E isso te traz de volta pra mim o tempo todo. Em cada sorriso. Em cada música que toco.

A culpa foi um peso infinito e a dor ainda deve me odiar, com razão. Sei que você já me perdoou, mas o que você não sabe é como foi difícil me perdoar pelo mal que te fiz. E pelo mal que me fiz quando você saiu da minha vida.

Enfim... Eu ainda te amo, desde a primeira vez que te vi.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Pela vontade de um beijo na chuva


Ao som de white snake - Love ain't no stranger

"O que é que se encontra no início? O jardim ou o jardineiro? É o jardineiro. Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mais cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro."


Um mistério de perguntas sem respostas.
Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? De onde sabemos...
O que achamos que sabemos?
Como acreditamos em tudo?
Inúmeras perguntas em busca de uma resposta.
Uma resposta que levará à outra pergunta...cuja resposta levará à outra pergunta e assim por diante.

Mas, no final, não é sempre a mesma pergunta?
E sempre a mesma resposta?

Eu sei que você sabe que é a minha pergunta e a minha resposta.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Quase quase quase


Estou bem, só não estou feliz. Sinto falta da minha irmã. Sinto falta do meu amor. Um dia escrevendo partituras, cuidando de um velho velho amigo. Direita esquerda direita direita. Esquerda direita esquerda esquerda. Final de semestre é sempre a mesma coisa, não importa o curso, não importa a universidade.

É difícil falar de certas coisas considerando que o Tom Jobin e o Vinícius de Moraes já disseram o que era preciso. E ironia pouca é bobagem considerando a maneira que essa música chegou no meu colo.

"Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham pra você


Assim como o oceano só é belo com luar
Assim como a canção só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem só acontece se chover
Assim como o poeta só é grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor não é viver
Não há você sem mim 
E eu não existo sem você"

quinta-feira, 24 de maio de 2012

شیطان


Noite de chuva e de diabo. Eu sei porque vejo teu olhar naquelas esquinas. A base do castelo de areia. Uma noite sem querer com um motoqueiro. A melhor placa do mundo para uma moto: IKI. ¿Onde eu estava com a cabeça pra deixar aquela mulher ir embora.? Os tijolos para os quais eu dei nome enquanto olhava para o prédio da sinimbu continuam lá, embora eu não os veja. As estrelas continuam brilhando sobre as nuvens. A definição de doutrina é ainda melhor do que a de força. São só 5 aspectos logo depois da dedicatória, não posso me dar ao luxo de ignorar um deles. Cervantes e Sun Tzu. Um vocalista que sabe que momento é massa vezes velocidade. Um baterista sorrindo e me surpreendendo a cada 4 compassos. Não estou feliz, mas estou bem. Escolher faz toda diferença.

Sou uma má companhia, de fato. Mas quando as fogueiras grandes precisam, eu sou a melhor companhia de todas.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Louco sou, e louco hei-de ser

Relendo o livro do cavaleiro da triste figura, se as nuvens não trazem lembranças, as palavras o fazem. Não quero um bode expiatório, não quero me sentir melhor. Só quero ficar perto de quem me faz bem e, com um pouco de sorte, retribuir o bem que me fazes. A gente não se escolheu por acaso.

A vossa espada não igualou a minha,
Febo espanhol, curioso cortesão,
Nem à alta glória de valor minha mão,
Que raio foi donde nasce e morre o dia.

Impérios desprezei: a monarquia
Que me ofereceu o Oriente vermelho em vão
Deixei, para ver o rosto soberano
De cor pálida, aurora bela minha.

Amei-a por milagre único e raro,
E, ausente em sua desgraça, o próprio inferno
Temeu meu braço que domou sua raiva.

Mas vós, godo Quixote, ilustre e claro,
Por Dulcinéia sois ao mundo eterno,
E ela por vós, formosa, honesta e sábia.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Um inverno de cada vez


_____Vai dormir 3 da manhã, ressucita as 6. Despertador por sms. Acordei e percebi muito rápido que a sensação estranha que eu estava sentindo tinha nome: frio. Meu primeiro pensamento inteligente foi embaixo do chuveiro. Eu deveria ter ficado na cama. Mais sms. Passeio pela casa pelado pra procurar 'enroscado' no dicionário, não havia outra palavra para o que eu queria dizer. um ou dois erres. Arruma as tralhas pra viagem. Aula é para quem não tem amigos na camiseta. Sempre atual, sempre perspicaz. Só 5x.?? Como assim, geada.?? Pensando um milhão de coisas comecei a tocar meio que por instinto. Como se minhas mãos precisassem do meu cérebro para saber como soam os meus sentimentos. Sem me dar conta estava sorrindo. Claro que quanto mais quente, pior vai ser separar, mas separar é uma palavra que não quero mais usar com ela. É possível ser feliz pra sempre naqueles momentos entre o acordar e o sari da cama.  

_____Fuma um cigarro nos fundo da clausura na universidade. Como assim, uma laranjeira cheia de laranjas.?? Uma taquara e um cigarro depois eu estava espremendo laranjas prá fazer um suco. Aula de tarde. Sono. Capota na cama. Pesadelos. Vontade de alguém pra me esquentar. De alguém que diga que tudo vai dar certo sem dizer palavra. Mais aulas, agora com nenhum sono. Café café café. Mais uma térmica de chimarrão, vai lá. Caminha um pouco lá fora, só pra ouvir o silêncio da madrugada. O vigia me pede um cigarro. Metro linha 743. Opa, já está tarde, amanhã pode acontecer qualquer coisa. Hora de dormir de novo. O mundo segue com rédea solta. Daqui a pouco tenho que acordar e ser acordado. Esse inverno bem que poderia ser dela. 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Sui generis


_____Texto sem qualquer ordem cronológica. Idéias caoticamente ordenadas na medida em que meu cérebro vai linkando coisas aparentemente desconexas. não sei quem entende ou como entende.

_____Lembro de uma conversa e mesmo durante ela, já sabia que estava num jogo de pega peixe. Uma irmandade paulista para dizer que nada é verdade, tudo é possível. A lua gigante no leste do céu. E a bússola apontado prá lá como se fosse norte mesmo. Pensei em ir pra praia ver as marés dançando frenéticas. Noite calma como uma bomba. uma gatinha preta com uma machinha loira na cabeça. Ironia, aqui me tens de regresso. Força é a capacidade de tranformar em ações aquilo que se propõe. F = m.a. Quem tem força tem fama. Fórmula de báscara com duas respostas. É um quadrado. As crianças vivem num mundo de imaginação e sentimento. Elas dão ao mais insignificante objeto a forma que lhes agrada e vêem nele o que quer que desejam ver. Queria ver assim. E ser invisível. Elessar. Nem tudo que é ouro fulgura, nem todo viajante é vadio.

_____É raro o mundo dar segundas chances, gracias pela de sábado. Fui burro e tentei fingir que não tinha entendido da primeira vez. Esse tipo de comportamento me coloca em situações bem desgraçadas. Respirando eu mudo. Minha irmã, uma lista de filmes e um pedido de perdão infinito. Temos o rótulo dos sonhadores e a esperança implícita. Papai, Mamãe, sou livre. A perfeição tem estrelas, defeitos e pupilas lindas. Quando ela ergue uma pestana até a noite se ilumina. ¿E o meu cavalo.? Enlouqueci para não ficar louco. Intensidade. 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Porque ela, teimosa, prefere conquistar do que ser conquistada.




É uma data que eu não teria como esquecer. Entre uma descrição mais tua do que do teu signo e os nossos quase encontros, lembrei de um texto. Guardo ele num jpg chamado relíquia. A única imagem que fiz questão de guardar do meu orkut. Tem data: 19/01/2007.  Enfim, ele resume bem o que te desejo:

"Apesar de admirarmos  os pássaros e as gaivotas em vôo, o instinto nos diz que para dar os primeiros passos é necessário que tomemos a decisão de voar. E esse se jogar para o desconhecido é a atitude que se paga. Sempre. É arriscado, envolve uma aposta besta em nossas  mais despercebidas qualidades. Mas o vôo é inegável. Desejo-te o vôo mais longo rumo ao teu horizonte particular, rumo aos teus sonhos.


Beijos"

Mudou um mundo de coisas, e outras continuaram iguais. Mas essa discussão não cabe aqui. Sem tequila não vou discutir nada. Quase um segundo, mas chegando muito mais perto do terceiro.

Teu presente continua guardado, uma manhã dessas vou te entregar.

Feliz aniversário, minha Ostra.
Y gracias por todo.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Boa, hunter! Ensina o mago noob.



_____O final de semana começou atravessado, mas com gosto de rum na boca e um cheiro estranho no ar. Sair da zona de conforto. Ouvir "tu tá diferente" é reconfortante. Ouvir "isso não se faz" não é. Escolhas, mnéh. O mundo me jogando o número 3 na cara e não me deixando dormir. Risos sinceros depois da festa. 

_____O mundo pára um pouco e desce quem quer descer. Depois eu e uns outros caras empurramos e ele pega no tranco. A madrugada é de peculiaridades fundamentais.

_____Penso que até havia o que ser comemorado, mas sem certeza. Agora, no fim de tudo eu tento olhar de fora e, pelo que vejo, não pareceu mesmo uma comemoração.  Isso acaba não importando. Ao fim de tudo, escorado com os pés prá cima, conversando com pessoas com as quais meu santo bateu (ou que são o meu carma) vejo tudo em paz. Ninguém julga ninguém e agora eu vejo como isso fez falta. Pessoas de valor.

Vou dormir sorrindo.

E ainda temos dois dias. Talvez role uma troca: em vez de wow eu poderia pensar em cerveja. Porque transformar seguro desemprego em cerveja faz muito sentido.

sábado, 28 de abril de 2012

Com os pés prá cima


Uma coisa de cada vez, fingindo pra mim mesmo que existe uma organização nos planos que não tenho. Nos planos que não perco mais tempo fazendo. Fim da tarde tocando chico no violão. Se um dia eu tocar bem, tenho um agradecimento público a fazer. Um pai e uma mãe no que se refere a música. E no que se refere a vida,  porque, mnéh, entre uma nota e outra não sobra espaço para personagens. ¿Será que ela pensa em mim por causa das letras?  Será que semear vento pela cidade e sair bebendo uma tempestade tem o mesmo significado para mim e para ela.? Acabei anoitecendo no teclado tocando Adele com pinguinhos caindo nas teclas. Cantando baixinho, completamente desafinado. Na música tenho achado a fuga que precisava, ou seria meu merecido descanso. Nota atrás de nota vou colocando tudo prá fora... sem ódio, sem tristeza, sem raiva, sem nada e ao mesmo tempo com tudo. Rindo de mim mesmo por não saber onde colocar os dedos na trilha sonora de um fim. Para cada lembrança ruim que sai eu coloco uma boa no lugar.  Meus pulsos não doem mais, coloquei de volta neles o que nunca deveria ter tirado. Devagar eu vou melhorando.

De uma hora para outra um cavalo marinho pode morder meu queixo e posso acabar morando na praia.

Quando nasci veio um anjo safado
O chato do querubim
E decretou que eu estava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Livre


Cada diário, cada agenda, cada poesia mal escrita desde 15 anos atrás eu queimei.. na beira da praia...

Depois dormi sorrindo, mil toneladas a menos pesando nas minhas asas.


terça-feira, 17 de abril de 2012

Alma.?? que alma.??

Eu sei essa poesia de cor faz anos. Reveilon de 2009, eu acho. Foi uma época estranha e eu me lembro de autistamente não entender quase nada do que estava acontecendo. Descobri Pablo Neruda na época e de tempos em tempos um ou outro verso dessa poesia gritava em mim. Agora vai ela, inteira. Porque decepção não chega nem perto de descrever o tamanho desse tombo.


Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Escribir, por ejemplo: "La noche está estrellada,
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos."

El viento de la noche gira en el cielo y canta.
Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.

En las noches como esta la tuve entre mis brazos.
La besé tantas veces bajo el cielo infinito.
Ella me quiso, a veces yo también la quería.
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.
Oir la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.

Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.
La noche esta estrellada y ella no está conmigo.
Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.

Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.
La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.

Yo la quiero, es cierto, y cuánto la quise.
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.
De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.
A veces no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

Porque en noches como esta la tuve entre mis brazos,
mi alma no se contenta con haberla perdido.
Aunque este sea el ultimo dolor que ella me causa,
y estos sean los ultimos versos que yo le escribo.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Sem nada nos pulsos

_____Eu não sei se você ainda está aí. Faz uns 3 anos que não jogamos mais, mas há coisas que só você pode entender. Tu sempre começava com as brancas com d4. E só havia um motivo pra me fazer pegar o cavalo com a mão esquerda e Cf6.


_____Isso soa como uma carta que eu não vou mandar. Simplesmente não sei para onde mandar. Não sei quando, não sei nem se você vai ler isso um dia. Queria agradecer pela arte da guerra e pelo elogio na dedicatória que eu nunca fiz por merecer. Eu gostaria de jogar mais uma vez contigo antes do fim, mas não sei se teremos tempo. Aquelas nossas discussões sem palavras me ensinaram muito. Tu tinha razão em dizer que eu só ganharia se eu prestasse atenção no que acontecia ao redor do jogo. Peço desculpas, mas eu era cego. A ideia de entender a alma do peão e de encontrar a redenção no fim do tabuleiro era grande demais para que eu prestasse atenção em qualquer outra coisa. O horizonte não é o fim do tabuleiro, nunca esqueci, mas só agora entendo. 

O jogo, no fim das contas, é o que menos importa.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

¿Até quando.?

Todos os caminhos me levam ao mesmo lugar. Mesmo se eu quisesse, não teria como esquecer.