segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Almas casadas não precisam ser salvas.

Natal sozinho. Bem sereno. Pra colocar a cabeça em ordem e o coração no lugar.

Definir muito e pouco soa irrisório quando eu estava tratando de tudos e nadas. Mas a indiferença é meu justo pagamento. Estranho seria se assim não fosse, afinal, as rosas tendem a usar muito mais seus espinhos do que seu perfume.  Certas atitudes só confirmam o que eu já havia percebido antes: A vontade de falar sem querer ouvir.

Falando em justo pagamento. Obrigado. Tudo o que pedi pela manhã me foi dado. A armadura resistiu bem. E eu passei no teste. As moedas estão com o Semasas. Sem elas eu não vou a lugar nenhum.

Alguns me viram correndo pra lá e pra cá falando o que precisava ser dito. Espero que as palavras não tenham saído ásperas demais. Culpa do Bacardi, por supuesto. E se falei tudo que falei para as pessoas com quem conversei foi simplesmente porque a única pessoa com a qual eu gostaria de falar não queria me ouvir. As lágrimas no amanhecer me desmontaram.

Eu me chamo de Vento quando converso comigo mesmo. Ninguém mais vai tirar isso de mim.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Meu velho estandarte

Então é isso.

Héfeso, ontem o semasas me deu um escudo muito bom, mas pra hoje preciso da minha velha armadura.  E me consegue 2 moedas.

Chuva, não sei se consigo por minha conta, então vou simplesmente pedir.

O Barão pode fazer a análise psicológica que quiser, mas hoje a noite, só hoje, eu vou misturar amor com cachaça. Meu coração dói de tão pequeno. Estou tão triste que já não sinto medo.  3 nomes escritos ao redor do meu dedo. 3 coisas que pedi quando acordei.

Feliz aniversário, meu bruxo. Se possível faz aquela mão pra mim e NUNCA ME CONCEDA DESCANSAR.


O silêncio frio tem uma tendência de atrofiar qualquer senso de compaixão.
Entre supostos irmãos
Entre supostos amantes.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Pra que eu continue obvio.



Shame

I don't need no rising moon
I don't need no ball and chain
I don't need anything but you
Such a shame, shame, shame
Shame, shame, shame
Shame is the shadow of love

You changed my life
We were as green as grass
And I was hypnotized
From the first 'til the last
Kiss of shame, shame, shame
Shame is the shadow of love

I'd jump for you into the fire
I'd jump for you into the flame
Tried to go forward with my life
I just feel shame, shame, shame
Shame, shame, shame
Shame is the shadow of love

If you tell a lie
I still would take the blame
If you pass me by
It's such a shame, shame, shame

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Rabiscos no meu bloquinho novo.

Ela me viu com um isqueiro na mão e soube que eu estou de volta. A melhor tatuagem. Um atestado de sonhador. "O seu nome é Dulcinéia, sua pátria Toboso, um lugar da Mancha; a sua qualidade há de ser, pelo menos, Princesa, pois é Rainha e senhora minha; sua formosura sobre-humana, pois nela se realizam todos os impossíveis e quiméricos tributos de formosura, que os poetas dão às suas damas; seus cabelos são ouro; a sua testa campos elíseos; suas sobrancelhas arcos celestes; seus olhos sóis; suas faces rosas; seus lábios corais; pérolas os seus dentes; alabastro o seu colo; mármore o seu peito; marfim as suas mãos, sua brancura neve; e as partes que à vista humana traz encobertas a honestidade são tais (segundo eu conjeturo) que só a discreta consideração pode encarecê-las, sem poder compará-las." 


Há uma nova metáfora. Nas músicas que toco, na vida que vivo. Ambas tem suas partes difíceis, aquelas cuja execução me preocupa.  Preocupam-me tanto que eu esculhambo tudo 2 compassos antes. E depois toco as partes difíceis sem errar uma nota.


Tudo converge para o Natal.  Preparem seus copos de shot. Antes de me reunir pretendo terminar de  me despedaçar. Não ter nada a perder é uma desculpa esfarrapada que eu usarei como desculpas para uma série de coisas. Noção eu tenho, mas ainda não consegui definir com exatidão o resto da equação. Talvez a tequila ajude a conclusão a chegar.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Pra não lerem meu pensamento

Sacode a poeira

46 e-mails.. Já os escrevi todos, mas ainda não li metade. Vou lendo devagar.. para não esquecer da dor que sinto. Para não esquecer da dor que causo. Um eu respondi. Quero casar.


Por msn, psicologia com a esperteza de quem estudou comigo vendo eu me tornar o que sou: "-Ventoinha, parece que tu ainda quer ser canhoto. Não tá errado usar a direita."

Já passou da meia noite, aliás, já amanheceu. Não sei se é direito.. mas 55.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Um jardineiro sem jardim.

Sob a lua minguante, fui atrás dela como um cachorro sarnento que mordeu a mão que tanto o alimentou. Não foi suficiente.  Sem alma e sem coração, ¿o que me resta.?

Há feridas que nem o mar pode curar. Mas ainda assim eu vou tentar.

O medo me quebrou, agora eu sei.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Talvez eu não tenha me esforçado o suficiente

Cego, burro, surdo. E teimoso. E arrogante. Não enxergo uma crise dos 30, lido com uma TPM que parece um búfalo no cio como se fosse uma tartaruga num aquário. Sorrio pro maior mentiroso da cidade e não consigo retribuir o afeto que me dão. O lado ruim de ser esquizofrênico me dando na cara.

Há um mundo por trás de cada sorriso meu. E também em cada lágrima. Mas não adianta, cada um enxerga apenas o que quer ver. E parece tão fácil enxergar o que é ruim. Como se fosse errado eu ser o que sou. Horas e dias cuidando com o que faço e com o que penso. Tudo indo por água abaixo por uma interpretação parcial de uma noite minha. Tudo no balaio de lixo porque não entendem meus porques. E eles são tão óbvios.

Água e sal para curar essa dor que eu achei que não ia sentir mais. Uma dose do tamanho de 3/4 do planeta para que eu deixe de ser um namorado tosco.

1 ano. Não que eu não esteja muito feliz, mas é difícil comemorar nessa montanha russa. Não sou uma má pessoa, sou apenas arbitrário. Isso não deveria machucar. Isso não deveria doer.

Teve muito de Chico Buarque essa semana

Chorei chorei.. até ter dó de mim...

domingo, 27 de novembro de 2011

Prenhe de razão.

As vezes eu saio com papel e caneta no bolso. E horas ou dias depois eu me vejo escrevendo sobre frases resumidas aparentemente sem sentido nenhum. E aqui estamos nós.

Na sexta voltou uma sensação velha. Eu lembro dela latente nas madrugadas quintas-feiras que eu tocava no Revival, cuidando do meu canto do palco enquanto o Caldo cuidava do dele. E depois de tocar, em vez de beber tudo o que dava simplesmente por beber, eu me lembro que ia pra casa estudar música. E ninguém poderia me convencer que eu estava errado. Saindo do festival de blues sem uma gota de rum, senti a mesma certeza. Já estou sem beber faz quase 2 meses e não vejo motivo nenhum para repensar minha decisão. Estar no domínio dos meus pensamentos torna o convívio comigo mais fácil. Quando eu bebo me torno uma criança cruel e arbitrária. E acabo fazendo mal para as pessoas ao meu redor jogando verdade na cara delas. Sei que sou conhecido por ter uma relação muito flexível com a verdade, mas aqui dentro há um alguém que acha inconcebivel toda e qualquer mentira, além da hipocrisia que todos usam com naturalidade para lidar com os seus.

Sinto uma falta desgraçada de jogar xadrez. Lembro do Chicão, numa daqueles conselhos ambíguos que servem para tudo. "Enquanto tu pensar só taticamente, tu só vai ganhar jogos por sorte. É preciso uma estratégia". Eu sempre lembro desse conselho quando não prevejo uma coisa óbvia e me sinto um asno. Sei bem como cada peça se mexe e o que posso fazer com elas, mas se eu não souber quando e porque estou mexendo, vou continuar sendo refém do outro lado do tabuleiro.


Ah, antes que eu me esqueça, se você acha que um contrabaixo de 5 ou 6 cordas é menos instrumento que um de 4 cordas, você não é um músico,  você é um filho da puta sem noção e eu não me importo em nada em saber a sua opinião sobre nada.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Farinha do mesmo saco

Sei que temos um monte de músicas para tirar e que o corre vai ser louco em dezembro. Sei que tenho que gravar a música da Cau e que o deadline do vestibular está chegando. O tempo continua me dando rasteiras, mas essa é minha vida. E entre uma cuia e outra eu lembro das mesmas músicas de sempre.


Ando mesmo precisando tocar até sangrar a ponta dos dedos.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Um dia eu teria que aprender.

E voltamos ao velho diário, do mesmo jeito que o coiote voltava para a prancheta de planejamento. Ou isso ou um psiquiatra. Finalmente ouvi as 9 sinfonias inteiras, uma atrás da outrra. No começo da 5, lembrei do Gordo: "agora é só os riff". A 9 sempre vai ter cheiro de infância, por causa da propaganda do Zaffari.

Tem uma frase escrita no final do livro do Jaco, a lápis, dá prá ver qeu eu acalquei muito quando escrevi, como se quisesse entendê-la na marra:

"Deixe alguém começar a acreditar em você, deixe alguém segurar  a sua mão.; Deixe alguém tocar em você e observe o que acontece..."

Uma segunda-feira normal

Continuo sendo o intervalo entre o que desejo ser e o que os outros me fizeram.
Continuo me culpando por sentir medo, por não me considerar bom o bastante.
Anos andando atráss do próprio rabo, ¿como não me sentir perdido agora que tenho direções a seguir.?

Não consigo decidir se há algo errado, mas se houver, tenho certeza que sou eu. Sem dramas, só uma raiva surda de mim mesmo.

Vai passar. E talvez me deixe menos autista.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Cansado

Até tento me enganar dizendo que vou dormir de noite, mas não consigo. Nem me enganar e nem dormir. Não sei porque insisto. Esses dias e madrugadas de mormaço me irritam. A minha cabeça burra que ñ consegue mais conciliar duas coisas por se concentrar teimosamente numa coisa só também me irrita. Pareço tranquilo, é verdade, mas eu tenho vontade de pegar um machado para matar o mosquito chato que está voando insistentemente no monitor. A Cau ri quando eu digo que eu preciso de férias, sem entender do que eu quero descansar. É compreensível. A verdade é que quero dar um tempo de mim mesmo. Das minhas cobranças exageradas. De ficar dias tentando tocar músicas que não consigo. Quero desistir dessa minha postura de sempre ponderar para não errar nunca. Todo mundo aqui dentro fica inquieto, já que mais cedo ou mais tarde vou acabar me enrolando. Sabemos o que acontece com os arcos que ficam com as cordas sempre esticadas. É estranho admitir que as vezes sinto vergonha de conversar comigo mesmo.

Eu consigo lembrar do filme uma mente brilhante por causa de uma frase, resumo Romeu e Julieta numa frase que não fala sobre amor. Nao sei o Salve Rainha em português mas sei ele em latim por que acho ele bonito. Prefiro Ezequiel 25:17 em español. Até hoje sei o código para escolher fases no Sonic 2, onde estão as 3 flautas no Super Mário 3 ou o caminho pelos 15 andares da torre de Baya Malai no Phantasy Star do Master System. Tenho esse mundo de coisas na cabeça e consigo conciliá-las sem muito esforço. E justamente por causa desse tudo que consigo pensar ao mesmo tempo que me sinto culpado por esquecer de entrar no MSN, por exemplo. Não sei se estou ficando velho ou se são os meus excessos começando a cobrar o preço, mas as vezes sinto que minha cabeça não funciona como deveria. Talvez seja só minha loucura se manifestando. Porque antes, quando não havia ninguém por perto, era fácil ser louco e tocar o foda-se, mas agora que há alguém por perto com quem eu me importo, é impossível ser inconsequente nas coisas que faço ou que digo. Fiquei repetindo nunca me conceda descansar tempo demais porque podia fazer o que eu quisesse quando estava cansado.  E no processo me convenci que descansar não é ficar um tempo sem fazer nada e sim ir fazer outra coisa. Infelizmente nunca mais serei o mesmo. Não sei se consigo parar.

3 da manhã, meu braço está doendo de ficar torto na cama tocando o Semtrastes. Daqui a pouco vai esfriar um pouco. Vou para a cama. A propósito.. a frase é: "Eu acho que aperfeiçoar minhas interações para torná-las sociáveis, requer um tremendo esforço. Eu tenho tendência em expressar informações de maneira direta, e as vezes os resultados não agradam." E no segundo ato, na cena dois, no jardim dos Capuletos a Julieta fala "O que chamamos de rosa sob um outro nome teria igual perfume.?"

sábado, 5 de novembro de 2011

Tocar sem saber pra onde

As vezes fico impressionado com o caminho que as coisas tomam.  Como pequenas peculiaridades vão guiando nossos pensamentos. Estava tocando e inventei um riff em sextinas. Daí, como estava com dificuldades para tocar usando 3 dedos em vez de 2, saí procurando uma revista que eu sabia que tinha um exercício sobre pizzicato com 3 dedos. Na mesma revista tinha uma entrevista com o Daryl Jones que, além de ser o baixista dos Rolling Stones desde o período cretáceo, tocom com o Sting, com a Madonna e, com o fodão Miles Dives. Quando enjoei de tocar os exercício, parei o metrônomo e sem pensar muito já estava procurando na discografia do Miles os discos que o Darryl havia gravado para ouvir enquanto lia a entrevista.  São poêmicos, eu admito, mas baixisticamente falando, eu gostei.  E a entrevista só reafirma o que todo mundo fala do Miles. Ele ensinava a ouvir. Pode parecer estranhos mas existem músicos que não escutam.

Isso de ouvir me lembrou da época em que ouvir um disco era um ritual. Não existia nenhum www.baixetodososdiscosdomundoaqui.com.  então cada disco comprado era valioso. E tinha as letras, a arte. Ouvir muito cada música prestando atenção. Ler a ficha técnica para ver quem trabalhou no cd, quem gravou o que. Hoje em dia não existe muito isso. Ter acesso a tyudo não é bom. Meus alunos seguidamente me falam  que possuem tal vídeo aula ou um tal métod de estudo. Quando eu pergunto se eles estudam por eles, a resposta normalmente é não.

Pensando nisso, abri um livro do Jaco Pastorius que eu gostava muito de tocar, mas que acabou soterrado por outras atividades irrelevantes. E aqui estou eu com uma partitura tentando tocar isso:



Tudo porque queria tocar com 3 dedos.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

É nós que voa, Chicão.

Estava chegando no Teatro São Carlos para a apresentação da escola. Olhei pra cima e vi no relógio que eu tinha tempo. Ou melhor, o tempo estava certo. - Vem comigo, Virgilio, vou te mostrar um lugar legal. E sem pensar muito invadimos a igreja de São Pelegrino na finaleira da missa. O mesmo arrepio de sempre.

Com 5 cordas nas costas, fui conversar com o Padre Mário:
- O que que é isso.?
- É minha espada, eu chamo ele de Virgilio.

Tomei cuidado para me ajoelhar no joelho direito quando o padre nos abençoou. Senti-me como se tivesse sido nomeado cavaleiro. Ouvi a pressa do tempo me chamando atráves do sinos e tive que ir embora. Uma criança correndo com um baixo nas costas se despedindo dos santos. A mesma criança de sempre.

O mesmo sorriso, o mesmo coração... mais maiores. Claudiamente maiores.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Um pouco da alegria de cada um.

Sabe aquelas coisas que você sempre teve e nunca deu muita bola e daí quando perde acaba sentindo muita falta. O Tio da Casquinha é mais ou menos assim - metade palhaço, metade vendedor ambulante. TODAS as pessoas entre 20 e 50 anos o conheciam. Segundo se sabia ele tinha o poder mutante de estar em todas as saídas de todos os colégios de Caxias ao mesmo tempo e nunca envelhecer. Quando eu estudava no São Carlos, há uns bons 15 anos, ele já era velho. E comprar uma casquinha sempre era uma aventura. Podia-se ouvir um gracejo ou uma remungada. Ou o barulho da "raquete-adaptada-com-um-arame-que -fazia -um-barulho-do-inferno". Tenho certeza que o barulho da raquete deixou ele meio surdo, as últimas vezes que falei com ele ele gritava mais que o normal. Eu nunca entendi a cara que ele fazia quando eu o chamava pelo nome. Nunca soube se ele preferia o apelido de sei lá quantos anos. Confesso que as vezes senti pena dele, mas na maioria das vezes eu sentia inveja. Era um trabalho humilde, mas dava pra ver na cara do Rui que ele gostava do que fazia. E que não era um trabalho tão fácil quanto pode-se imaginar.

É preciso gostar do que se faz para ser feliz.


A propósito, com a morte do Rui Peres só restam mais dois Highlanders conhecidos: Keith Richards e Silvio Santos.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Ainda sou da serenidade

Acho interessante a maneira pela qual os sinais permeiam minha percepção. Uma série de fatos isolados acabam indicando direções diferentes das que são óbvias. Como aqueles desenhos de ligar os pontos em que precisamos ligar todos os pontos para ter uma idéia da imagem do todo. E eu sou escravo dos sinais da mesma maneira que um motorista é escravos das placas de trânsito. Ele pode até seguir reto num cruzamento com uma placa de pare ou trafegar do lado esquerdo da faixa amarela, mas existe riscos nesse tipo de comportamento. E quem não obedece os sinais acaba pagando o preço, cedo ou tarde.


Depois de me acostumar a colocar alfafa nas minahs torradas, a Cau tem mais um item para a sua (grande) lista de conquistas. Em vez de usar os dentes para destruir o complexo unhas+cutículas , estava eu usando uma daquelas alicates de cúticula e mais uma lixa de unha. Sei que consigo parar de beber e de fumar porque já parei várias vezes, mas não me lembro de ter parado de roer as unhas. Espero que não seja tão difícil.

47 semanas, quase um ano já. O alemão tava certo, o tempo passa muito rápido quando a gente está feliz.

domingo, 23 de outubro de 2011

Senti falta dos meus tijolos.

Aqui dentro está bagunça. Sempre assim. um exagero inconsequente e imbecil antes de parar por completo. Como se eu quisesse morrer de overdose de qualquer coisa antes de parar de vez. Como se eu precisasse ser convencido que meus exageros me fazem mal.

Lambendo minhas feridas, me escondo com o Virgílio no colo e com os cabelos na cara. Solidão, hoje tu ganhou, mas amanhã voltamos a ser amigos.

Não sei como, mas acabei tocando por esses lados.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

E se a Federação Gaúcha de Futebol organizasse a copa do mundo

Esse texto saiu numa madrugada de MSN com o Maurício Kehrwald e ele não postou por pura preguiça de organizar a coisa toda.


Pra começar, se a copa do mundo fosse organizada pela Federação Gaúcha de Futebol, Brazil Uruguai e Argentina só entrariam na segunda fase, depois que todos os outros times já tivessem jogado todos contra todos 2 vezes. Para essa segunda fase passariam 28 times dos 36 iniciais e todos entrariam com os pontos zerados.  Então, além de ARG, BRA e URU, a FGF convidaria facilmente um combinado da dupla grenal - do showbol. Esse é o momento em que a torcida do glorisoso alviverde começa a boicotar a copa, resultando em absolutamente porra nennhuma.

Os 32 times são divididos então em 2 grupos de 16 e começa outro todos contra todos, mas com os times do outro grupo. Classificam 8 de cada grupo e vamos para as oitavas de final em jogos de ida e volta. Em caso de dois empates rola um terceiro jogo em cidreira, no Cecinzão ou no estádio do Zequinha. A partir daqui, os perdedores caem na repescagem junto com Glória de Vacaria, Prússia, Romênia, Austrália (que graças ao Uruguai agora entra pela Ásia), Alemanha Oriental, Aymoré  - que entram pelo ranking; e o Caxias - que exigiu presença através de processo via justiça comum. Milton Scola, nesse momento, tenta embargar a copa do mundo, alegando conspiração da RBS, da FIFA, da UCS e da comunidade ufóloga do bairro 1º de maio.

A final resulta num quadrangular entre os 2 que chegarem na final e outros 2 times da repescagem (que podem até mesmo serem campeões e rebaixados no mesmo ano).

No fim, Uruguai e Dinamarca empatam no jogo normal e também na prorrogação. O campeão é a Romênia (pois ganhou da França na repescagem e o regulamento mudou no meio do campeonato, graças ao Fernando Carvalho. Pelaipe dá entrevistas alegando que o regulamento mudou devido a intervenção da equipe jurídica do Grêmio, a mesma que se envolveu na volta fail do Ronaldinho Gaúcho.

Campeão: Romênia
Vice: França (rebaixado)
3º lugar: Uruguay
4º lugar: Inter B*

*Depois de alguma investigação, descobrem que o Fernando Carvalho inscreveu o Inter B como Dinamarca, colocando só colonos de Nova Petrópolis, Dois Irmãos, Morro Reuter e Frederico Westfalen.

Depois da Copa, o Juventude é rebaixado de novo e começa uma canhestra campanha de Marketing "NÓS VOLTAREMOS". Vitorio Piffero manda colocar um outdoor vermelho na entrada de POA onde se lê "TERRA DA QUARTA MAIOR SELEÇÃO DO PLANETA - INTER B". Depois conclui que se o Inter B foi 4, o inter A teria sido campeão. e manda colocar no estádio "INTER, MAIS DO QUE NUNCA, CAMPEÃO DE TUDO MESMO".  Toda a torcida do inter com menos de 20 anos acha muito bonito. E a torcida do grêmio, entre uma avalanche e outra, comemora a contratação do Celso Roth, que participou da copa com a equipe dos Emirados Árabes.