terça-feira, 14 de setembro de 2010

Dormindo numa quebra de paradigmas

Ao som de Froner y La Barra Brava - Canção do Abandono

_____Todos os hospitais são iguais. No térreo uma administração comum. Mulheres com o cabelo amarrado em coques e com a maquiagem carregada. A sensação de copos de plástico com café. Quando saí do elevador no 1º andar eu senti o cheiro de morte como um tapa na cara. Coloco o fone de ouvido e fico ouvindo as músicas do froner. Penso uma série de coisas para o show. Não estou nervoso, não estou com medo. Estou um pouco ansioso.

_____Na sala de espera, o Único Acima me lembra da minha total incompetência para ter raiva das pessoas ou do que quer que seja. Foram dois golpes baixos, mas ele não teria ficado no cargo tanto tempo sendo um mero cumpridor de regras moralmente questionáveis. Aprendizado de resultado. Lembranças e alguns anseios voltaram misturados com o cheiro de velas da capela do hospital, embrulhando meu estômago e me tirando das minhas divagações. A bíblia estava aberta numa página aleatória. Fui até ela e deixei e ela aberta no livro de Jó. Na parte onde a casa cai severamente e ele ainda assim mantém a fé e a esperança. Uma mulher viu o que eu fiz e eu fiquei curioso para saber qual ia ser a reação dela enquanto ela ia lendo a página que eu havia deixado marcada. Eu estava quase dormindo quando ela cutucou o meu ombro e me disse obrigado. Acho até que soei arrogante quando respondi “estamos aqui prá isso”, mas juro que foi sem querer. Foi a resposta mais sincera que eu poderia dar. E nós sabemos que a verdade soa arrogante as vezes.

_____De volta para a sala de espera, a simpatia de uma enfermeira quase me incomodou. Mas ela certamente era uma pessoa que tinha encontrado seu caminho. Eu lembro de ter encontrado um pipoqueiro que era feliz vendendo pipocas. Lembro do porteiro de um prédio no Rio, da dançarina de tango e de mais alguns raros. Coloquei a enfermeira no mesmo balaio. Ela com certeza era feliz fazendo o que fazia de sol a sol.

_____Pensei em achar uma cadeira de rodas para ficar dando voltas pelo hospital enquanto esperava, mas lembrei que estava ali como responsável. O lance era com meu pai e não com a Bel. O Peca precisa de atenção, a Bel só precisa que a gente não incomode ela. De repente volta o Peca com uma fitinha no braço e um curativo do tamanho do mundo no olho. Ele não viu um pingo de hesitação em mim, mas estou assustado com a iminente inversão de papéis. Meus pais sempre cuidaram de mim e eu sinto (muito mais do que sei) que está chegando a hora de eu cuidar deles. Talvez seja responsabilidade demais para um mero louco do signo de gêmeos.

_____Enquanto escrevia isso, me mandaram procurar um médico. É um conselho válido, mas meu problema não é físico. Muito menos nos meus pensamentos.

Dentro de uma camisa do grêmio pt 8

_____Reclamaram da chuva, espero que o vento seja companhia melhor.

_____Madrugada estranha. Sempre os estremos. Queria até poder dizer que não entendo, mas já não tenho mais como fazer isso. É perfeitamente compreensível que não acreditem em mim. Tenho um cartel de mentiras invejável. Me incomoda um pouco saber que nunca vou me livrar dessa ficha corrida, mas não é o fim do mundo. Desistir seria pior. Demorei um tempão para assimilar meus erros e mais outro tanto para conseguir me perdoar. E perdoar a si mesmo não é fácil. Se fosse eu do lado de fora, tenho quase certeza que também não acreditaria em mim. De qualquer jeito, tenho que sacudir a poeira e seguir em frente. Aproveitar as portunidades que o mundo vai me oferecendo sem repetir os mesmos erros. Não há outra possibilidade. O fato é que, aqui de dentro, prá mim fica muito fácil ter fé. Eu sei o que mudou e está mudando. Em vez de sentir a raiva e o medo sacudindo minhas pequenas e aparentemente frágeis paredes, eu vejo a serenidade e a paz escorando tudo e reconstruindo o que estava caído. De escombros eu faço um novo jardim. Firmo meus pés no chão ou céu. Não vai ser tão fácil derrubar o meu agora. Aquilo que justificava minhas mentiras ficou prá trás e eu tenho muita má vontade para ficar inventando histórias e outras histórias para justificar outras histórias. A verdade realmente liberta. E ela sempre fortalece.

_____Já são 4 e meia da manhã e o vento sopra bom. Fiquei um tempo lá fora aproveitando o mundo enquanto todo mundo dorme. Agora deixei a janela meio aberta para o sino dos ventos encher o meu quarto de sons e de nostalgia. E para não ter dúvidas sobre o amanhecer que está chegando. Ontem fez um mês, e realmente não tenho o que comemorar, estou voltando ao que era prá ter sido.

_____Tenho a cura e o veneno no mesmo frasco.

_____Vi uma foto minha no jornal, com um misto de frustração e de alguma coisa boa que eu queria chamar de orgulho e não consigo. Vi o meu sorriso e o meu chapéu. Sou eu, sou muito eu, mas falta alguma coisa. Pelo menos vejo minha armadura funcionando. E pessoas de um valor enorme ao meu lado.

Falta entender qual seria o limite (se é que ele existe) entre um ponto fraco e um desafio.
Falta explicar que sou livre, mas que ainda mantenho um compromisso com aquilo que desejo.
Falando em liberdade, não esqueci que tudo me é possível, porém nem tudo me convém.

Frases simples e despretenciosas sobre grandes assuntos

O pior é que ele não podia se coçar.

Maurício Pezzi, o Barão da Resenha,
comentando sobre o drama vivido por Jesus durante a crucificação.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Cuando parece más cerca es cuando se aleja más.

Ao som de: Muse - Supermassive Black Hole


Um resumo da noite de sábado, já que ela me causou reflexões bem peculiares. Vou tentar poupar nas metáforas, mas... néh

_____40 cartas no bolso, cuia e térmica na mão. Depois da sinuca, tentamos o Vagão. Na porta, antes de entrar, eu vi que precisava ir para outro lugar antes. No Missi a conversa foi leve enquanto as cartas eram contadas de 15 em 15 e eu armava meus planos disfarçados de coisas aleatórias. Billhetes fofinhos e a vida me dando na cara: O que não é pra ser não vai ser nunca. No avançado da hora , caminho resoluto para o Vagão, eu não tinha nada a perder. Se eu não tinha entrado antes era porque precisava de espaço. Depois que eu parei de beber e de fumar, sinto-me como se tivesse me livrado de uma âncora. Sem essa âncora, posso voar melhor, mas por ter perdido muito tempo rastejando, não sei voar direito. Falta prática. Às vezes me passo e dou de cara com as montanhas ou com o chão. Ainda assim eu não desisto. O céu é o meu lugar e vou insistir até aprender.

_____Eu vi um mundo que não me concerne mais empoleirado no meu canto ou correndo pra lá e prá cá coletando informações e apagando incêndios (logo eu que tocava fogo no circo, agora apago os pequenos focos antes que eles saiam do controle). E vejo também o redemoinho que se forma ao meu redor. Mas eu sei que ele não me prende. Os volantes viram zagueiros. Alguns pedem apoio. Alguns apóiam. De um jeito que não sei explicar, entendi que não preciso punir ninguém. (o primeiro lugar na minha lista de punições sempre era eu mesmo, a título de explicação). O mundo cuidara do seu equilíbrio. E eu que cuide da minha paz. Desci as escadas sozinho, deixando um mundo prá trás. E tudo para encontrar um mundo novo na chuva que caía mansa do lado de fora. Eu mereço ser feliz. O que eu sinto não pesa mais. Pelo contrário.

_____Se sa sexta eu pude encher a boca e dizer que o plano havia sido um sucesso, sobre o sábado, só o tempo vai poder dizer se vencemos ou não.

O botão voltou para o seu dono.
Não balancei nem um pouco, para minha própria estranheza. Nada pôde me tentar. A lucidez acaba resultando numa serenidade quase doce.
Se não durmo mais é porque ainda há muito por fazer enquanto estou acordado.
Formspring atualizado
Tá na cara das pessoas quem é o número de quem.
De volta à estaca zero na escolha de nome para o semtraste.
A propósito, segundo sargento


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Agora eu entendo

Ao som dos Tapes - Versos Perplexos

Fazendo chimarrão com carinho.
Admitindo que gosto.
Saindo fora da vitrine.
Meu brinquedo.
Fazendo planos.
Mudando os planos conforme a necessidade, mas sem jamais esquecer do objetivo.
Dormindo em turnos (E dormir não é fácil)
Sorrindo bobo.

Sendo feliz, em suma.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Life again

_____Quando eu ouvi a música Even Flow do Pearl Jam a primeira vez, eu ouvi uma versão com a letra diferente. O Eddie Vedder substitui uma frase da letra original e ela acaba ficando "girlfriend he can't have when his happy looks insane". Ou talvez eu tenha entendido errado. Muito tempo depois eu fui me dar conta que a letra original é diferente. Ainda assim, aquela primeira versão continua fazendo muito mais sentido prá mim. Muitas vezes minha alegria é percebida como loucura e isso me causou/causa problemas. E se me enxergam louco, imaginam que eu me drogo. Até parece que não consigo ser louco de cara. Sexta foi a prova disso. E é irônico pensar que justamente quem já me enxergou muito além das minhas máscaras imagine que eu tenha me drogado.
_____Talvez eu tenha mudado muito. Talvez seja apenas a reminiscência das máscaras que eu deixei cair. E das quais não preciso mais, em absoluto.

_____Considerando que estou conseguindo me virar bem sem cigarro e sem alcool, consigo me virar perfeitamente bem sem droga nenhuma. Ultimamente, minha lucidez é imprescindível. Tenho tudo o que preciso. E casi tudo que quero. Nos dois casos, absolutamente de cara.

_____Não é loucura nenhuma, estou apenas feliz.
_____E que meu ponto fraco volte logo de viagem.




domingo, 5 de setembro de 2010

Frases simples e despretenciosas sobre grandes assuntos

_____Vocês não viram nada. Esse ano foi a fase beta da filha da putice do mala onda.

- Crônicas da Estação Medelin, Cap V, verso 36.

sábado, 4 de setembro de 2010

D D

Ao som de: Live - Overcome

A noite começou mesmo quando a chuva veio e o Alejandro abriu a primeira Quilmes.

Do canto oeste dá pra ver quase tudo no bar. O que não dá pra ver, dá pra sentir.
Um casaco eu guardei no bolso da calça, tirando de vez em quando prá lembrar de um cheiro que me faz muito bem.

Acabei a noite com chá de hortelã e um chapéu canalha na cabeça. Fazendo amanhecer mais um belo dia cinza conversando com a minha rosa.

Quando estou no meu lugar, nada me derruba. Eu sou bom naquilo que faço.
A propósito. Live é meu de novo.

O grande segredo do plano é estar sempre um passo a frente. Se possível, dois. E acreditar.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Pela tropeçada.


Um livro de poesia na gaveta não adianta nada.
Lugar de poesia é na calçada
Lugar de quadro é na exposição
Lugar de música é no rádio
Lugar de samba é no asfalto.

É bom estar de volta

Ao som de Tool - Pushit

_____Agosto terminou, eu creio que é hora de nos despedirmos de novo. Fiquei longe durante o mês e admito que tu fez um ótimo trabalho decidindo tudo. Não me meti em nenhuma decisão, acreditei no teu julgamento, tão mais sensato que o meu, e acreditei também que a influência do Lopes não deixaria a loucura se ausentar. Como sempre, sei que vamos discutir sobre quem fica com o que. Da minha parte, acho que tu leva o Lopes e me deixa apenas com esse sorriso. Vou precisar dele. De resto, nós dois sabemos que tudo que foi aparentemente conquistado nesse mês não significa absolutamente nada. Continuamos sem ter nada. Continuamos acreditando no ser em vez do ter, mesmo que isso soe como uma justificativa para nossas falhas em ter alguém. Aceito teu pedido de que eu leia um livro, considerando o bom serviço em parar com cigarro e bebida. Fica a idéia de que não há espaço para nenhum romance, mesmo havendo espaço para sentimentos. Sempre perco meus amarradores de cabelo no melhor lugar do mundo. Há coisas que mudam e coisas que não vão mudar nunca.

_____Agosto é sempre assim, o Vento e o Tiago sentam e discutem, sem jamais chegar a um acordo. Mas minha vida sempre acaba se decidindo em agosto. E assim foi.

domingo, 29 de agosto de 2010

Gosto de morango.

And I love when the plan come togheter...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Por mais aleatórias que as coisas possam parecer, sempre há um plano.

O som de Engenheiros - As vezes nunca

_____Depois de tentar negociar com as nuvens e ver que o que eu pedia era impossível, liga pra todo mundo, lá em cima e lá embaixo perguntando se havia neblina e se dava pra ver as estrelas. Tudo prá ver Marte grande. E eu já vi isso tantas vezes, mas dessa vez seria especial. O fato é que estava chovendo no estado inteiro e eu não ia conseguir nenhum lugar mais alto que 2km para conseguir ver as estrelas. Fica pro ano que vem. Sempre há uma estrela vermelha no céu entre julho e agosto.

_____Antes de tudo isso, conversa com o Barão. Eu tenho o melhor professor do mundo, dentro e fora do sistema temperado.

_____Há uma carta que vou mandar. Sempre fui assim, precisando de excessões para dar sentido as minhas regras.



Parabéns! Que esse e todos os outros aniversários sejam perfeitos.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Então eu encontrei o Wally

Numa madrugada de terça feira, meu presente e meu passado podem se encontrar.

E depois de encontrar a mim mesmo, eu posso encontrar meu presente.

A felicidade está no querer. E te falo em querer.

A propósito: Eu desisto das ironias, essa madrugada foi demais prá mim. Ironicamente eu estava exatamente onde e com quem deveria estar.

No meio de tudo, lembrei dessa música:




Se em uma fração nos parecêssemos
Se algum som nos fosse comum
Se a comunhão nos abrigasse, da mesma noite, mesma chuva
Se me coubesse feito luva, se eu procurasse a tua mão
Eu ficaria aqui pra sempre, sempre seria diferente
Cada dia a dia amanhecer.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Um nóia me achou amigável

Nunca termina. É como música. As coisas não terminam, elas fluem. No meio da madrugada sem sono, eu estava com um livro de partituras imaginando melodias. Até ligar a tv e dar de cara com o filme do Beethoven, com ele regendo a parte que eu mais gosto da 9 sinfonia. Com coral e tudo. Acabei levantando, acabei tomando café, acabei lendo o jornal. E acabei rindo de um jeito muito meu ao perceber um vento familiar soprando lá fora.

Senhor de mim, mesmo sem coroa.
Eu tenho um reino.

E lá vou eu pros lencóis psicodélicos.
Já não era sem tempo.

domingo, 22 de agosto de 2010

E o chá desapareceu...

Ao som de Cross Canadian - Constantly, é lógico

_____A febre deu uma trégua e, de algum jeito, depois de 3 dias terríveis, eu encontrei um pouco de paz. Comecei uma justa e necessária faxina no meu quarto. Muita coisa prá jogar fora, muita coisa fora do lugar. Tudo tão desorganizado quanto eu estava. Isso de ajeitar meu pequeno mundinho sempre faz com que eu ajeite um pouco meus pensamentos. Não que eu tenha descoberto alguma nova verdade absoluta ou algum novo atalho para chegar onde quero. Na verdade continuo com as mesmas dúvidas, os mesmos medos e os mesmos "não sei"s. Mas agora isso já não é o fim do mundo.

_____Madrugada num bunker laranja. Alguns ensaiando milongas, outros jogando futebol. Achei que estaria seguro ali. Surpresa: não, não estava. Um pouco antes do amanhecer um redemoinho de acontecimentos rebateu em mim. Pensando agora, acho até que não reagi do jeito certo, mas reagi muito melhor do que seria de se esperar. Tem coisas que doem fundo demais e eu ainda não consigo me comportar como se não doesse. Mas veja só, nasceu um dia lindo sem se importar em nada com toda minha confusão. O mundo não pára pra que eu me resolva.

_____A única raiva que eu sinto continua sendo de mim mesmo, pelos mesmo motivos do que a outra vez. Mas eu sou assim, podem me chamar de pirralho, de loser e de otário, mas ninguém pode tirar de mim o que eu sou. Ninguém pode tirar de mim o carinho que eu tenho pelas pessoas que eu gosto ou meu pouco caso com quem não gosto. Não fico contra a maré porque quero ser diferente. Se estou aqui, cansado e tomando muita onda na cabeça, é porque eu acredito. E porque não sei (nem quero aprender) desistir daquilo que acredito. Sou bem pior que o Sancho, consigo ser muito mais fiel mesmo sabendo que não são moinhos.

_____Cheguei em casa e dei de cara com a minha cama arrumada com lençóis psicodélicos. Acabei por nem me importar em dormir sozinho. Liguei o computador prá ver a foto do desktop do mesmo jeito que as vezes acordo no meio da madrugada e vou no banheiro conferir se as minhas asas ainda estão tatuadas. Entre pouca vogal e Cross canadian, coloquei uma chaleirada de água prá esquentar e resolvi que ficar subindo e descendo escalas seria mais útil do que dormir. Eu dessarrumo a cama uma outra hora

_____Maybe a VERY LARGE TOO MUCH.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Frio, muito frio

Subi no palco tremendo. A febre veio para ficar.
Expliquei pro Virgílio que poderia ser bem pior.
Meu ombro pedindo mais antiinflamatório
Meu estômago pedindo água, meu cérebro cafeina.
Uma águda de hortelã e uma coca.
A água de hortelã tinha gosto de cidreira.
A resenha veio forte. Não posso nem reclamar, fui eu mesmo que comecei. E a resenha é livre.
O show acabou 1h. 1:05 eu estava em casa tomando chá.
Wish you were here quase me derrubou. Acho até que só não caí pq estou dopado de remédios.

Descobri um jeito de provar que estou falando a verdade. Chega a ser irônico de tão simples.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Depois da curva


_____Espero que o Alejandro e o Gaivota tenham conseguido entrar no estádio. Espero, aliás, que eles ainda estejam vivos. Da minha parte, show do Pouca Vogal com dois anjos da guarda do meu lado. Fico impressionado coma atitude de respeito que o 1berto inspira. Todo mundo canta as músicas, mas canta baixinho, como para que não atrapalhar se de repente aquele alemão maluco resolva ter um lampejo de genialidade invertendo toda música. Assisti chorando de cantinho cantando todas as músicas, menos uma. Conversa séria entre o fim do durante e o começo do depois. Posso até estar enganado, mas esse depois vai ser longo. E eu vou provar prá ela que ela pode acreditar em mim. Por 60 segundos, ainda tenho uma aposta prá pagar. Pelo sim, pelo não, hoje eu durmo sorrindo.

_____Infinita Highway no final valeu, mas como essa já foi, a escolhida é:




_____Deixe-me dizer uma coisa que você já sabe. O mundo não é um mar de rosas. É um lugar ruim e asqueroso, e não me importo quão durão você é. Ele te deixará de joelhos e te manterá assim se você permitir. Nem você e nem eu, ninguém te baterá tão forte quanto a vida. Mas não se trata de quão forte vocÊ pode bater. Se trata de quão forte você pode ser atingido e ainda assim continuar seguindo em frente.
-Rocky Balboa

À toda ação corresponde uma reação de mesma intensidade,
mesma direção e em sentido contrário
-Isaac Newton

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

As cores vão berrando num sol ensurdecedor

Ao som do Pouca Vogal - A força do Silêncio

O chão do meu quarto está cheio de livros.
As vezes eu pego algum prá ler.
As vezes eu pego um prá tocar.

Eu tomo cuidado pra não pisar neles
E eles insistem em cair na minha cabeça.
As vezes machuca
Mas as vezes consola.

Eu fico lendo ou tocando com os pés pra cima.
A dor no ombro ainda me odeia, mas estou ocupado com outras coisas.



"A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo."
-Frederico Nietzsche

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Nós já vimos esse filme e sabemos como acaba.


Eu chego a ter preguiça de escrever sobre o Juventude. Eu tento escrever e fico com a impressão que estou me repetindo. Escrevo "lanterna" e "jogando prá não cair" com a certeza que já escrevi isso antes. E tentaram contratar o Argel e ele recusou. ¿Que espécie de imbecil trocaria o time que está como líder do grupo pelo que está na lanterna? Se bem que, seria capaz do Argel aceitar. Minha aposta é no eterno retorno da papada: Ivo Wortman. Sempre ele. A piada pronta sobre os técnicos é que o Juventude já está pagando 5 técnicos diferentes.

Mais alguns números que impressionam: 22 jogos no ano. 2 vitórias. E mais alguns empates (vale lembrar que a torcida já considera empates como um baita resultado). Isso dá menos de 30% de aproveitamento. Essa porcentagem assegura o rebaixamento em qualquer campeonato. Mas os papos clássicos não concordam, estes ainda acreditam que o time vai classificar. A fórmula matemática é a mesma de sempre, o Ju precisa ganhar todos os seus jogos e os adversários diretos precisam perder todos. O resultado, todos sabemos, vai ser o mesmo de sempre.


E o Pioneiro (o jornaleco mimadinho da cidade) reclamando que está sendo censurando pelo glorioso. Isso me soa tipo uma discussão sobre quem tem o pai mais influente entre o filho do porteiro com o filho da puta que faz ponto na esquina.

Enfim, como eu venho falando desde o primeiro passo da longa e justa jornada do glorioso alviverde rumo ao seu devido lugar no futebol brasileiro:

Série D. Eu acredito.

Também eu tenho servido de agulha.

Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?

— Deixe-me, senhora.

— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.

— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

— Mas você é orgulhosa.

— Decerto que sou.

— Mas por quê?

— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?

— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...

— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...

— Também os batedores vão adiante do imperador.

— Você é imperador?

— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...

Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:

— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...

A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.

Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:

— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.

Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:

— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.

Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:

— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

Não tenho certeza, mas isso me soou muito Machado de Assis.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O Lopes, a Guadalupe e a Baunilha.

Ou: Pode ser que amanhã faça sol.

Héfeso, seu maluco, finalmente entendi a armadura que tu me fez.
E dfigo mais, entendi até mesmo porque tu não me disse como ela funcionava.Não é que ela fosse fraca, eu que não sabia usá-la direito.

Um pé atrás é util. Se fosse eu, não tiraria ele de lá por nada.
Mas com os dois pés atrás, tu pode acabar caindo de nariz quando tentar andar pra frente

A rosa dos ventos indica uma mudança de postura chamada espreitar.E cada vez mais as estrelas me fazem sorrir
Tendinite no ombro incomodando no grau. Tenho consulta com o médico que ri da minha cara essa semana. Saudade de quando era só no pulso.

Ando sumido, mas tenho lá minhas razões: diário novo. Escrevendo lá as resenhas que são impublicáveis aqui. Tentando me entender em vez de me justificar.

Sigo assistindo Pouca Vogal como se não houvesse amanhã. Bem que o beto podia tocar Ilex Paraguariensis no show. Por se falar em música, encontrei a Resenha sábado e rolou um slipknot que salvou a noite. Olhos verdes, olhos verdes. E como eu fui teimoso. Poderia ter sido bem mais fácil se eu tivesse aceitado o trabalho em vez de tentar ficar fugindo.

A gente cativa e é cativado, e ninguém sai ileso do processo.

O juventude segue a passos largos para a série D. Mas sobre isso eu comento com mais calma na semana. E o inter vai ficar com mais uma libertadores.

Por último, mas não menos importante:

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Nós

Ensaio chato, depois reunião com o barão no laranja. Ouvindo Miles Davis e Piazzola. Uma ventania atravessada e uma chuva forte me mandando pro mesmo lugar.

Fazia tempo que eu não via o mar tão fora.

Um dos melhores banhos de chuva salgada da minha vida.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Uma noite no bunker

_____Já que a D. Morte estava pela cidade, havia um plano de seguir pro leste. Eu tinha até um compromisso na beira da praia durante o amanhecer. Mas se a idéia era me manter nos trilhos, havia na cidade uma pessoa capaz de fazer isso. E disposta. Eu tomei chimarrão com ele até as 5 da manhã trancado num bunker. E nós resenhamos o artista, a puta paraguaia, a barrabrava, o antigo sofá de molas, o eterno retorno, os riff mais grudentos que conseguimos tocar e a provável queda do glorioso alviverde para a série D.
E nós mesmos, já que não nos levamos nem um pouco a sério

_____Não vai ter geada. Está quente demais. Ainda há uma conversa séria agendada pra hoje e isso me preocupa um pouco. O mar pode esperar.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Lopes, mucho gusto.

Ao som de: Froner - Antigo sofá de molas

Cuida o meu sorriso

Me consegue um cigarro. Melhor, dois.

Padre nuestro que estás en el cielo...

"Eu sou o Froner e essa é a minha barrabrava. A gente vai tocar umas milongas prá vocês."

Sem frescura nem tabu. "Ela me puxa pro sul, ela moldou o meu jeito de ser e sentir."

Gaudêncio 7 luas. "Prá me aquecer mate quente, prá me esfriar geada fria. Não vai ficar prá semente quem nasceu prá ventania."

Trova da Casa. "Aquí me pongo a cantar al compás de la vigüela, que el hombre que lo desvela
una pena estraordinaria, como la ave solitaria con el cantar se consuela.
Mas que troço bem gaúcho, engambela a tristeza morena e aquerencia a solidão"

Los hermanos. "...y una novia muy hermosa que se llama libertad."

Potro sem dono. "Vai potro sem dono. Vai livre como eu."

"No contrabaixo, Lopes Maravilha." De olhos fechados eu sorria.

"Essa foi a saidera".

Mucha gracia.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Um vagalume

_____No meio da madrugada uma ligação com uma ótima notícia. Cheguei a sentar no chão para sorrir melhor. Depois uma mala notícia, que veio até pior do que eu esperava. Mas talvez o tempo me convença que a notícia é boa.

_____Mudei um pouco de livro. Um trecho do capítulo XXI. ¿Eu já disse que tem sempre uma repetição na minha vida né?

_____Foi o principezinho rever as rosas:
_____- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é agora única no mundo.
_____E as rosas estavam desapontadas.
_____- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
_____E voltou, então, à raposa:
_____- Adeus, disse ele...
_____- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
_____- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
_____- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
_____- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
_____- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
_____- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

_____Eu não sei exatamente se vai ser pro leste ou pro sul, se vai ser o mar ou um rio feito de prata, mas depois do show do vagão, eu vou pegar a estrada.

_____Agosto segue. E eu também, mesmo que seja tropeçando. Andar mancando pra frente ainda é melhor do que andar pras trás.

_____Nunca me conceda descansar.

sábado, 7 de agosto de 2010

Seguindo estrelas

No meio de mais uma festa na contenção severa, saí correndo do vagão, e uns poucos que viram meu melhor sorriso entenderam.

Não consegui dar bom dia pro Seu Afonso, mas a idéia me pareceu ótima.

Ainda me pergunto se aquele era o lugar certo.

Ouvindo Cazuza, eu dei uma força pro Sol nascer. O dia promete.

UPDATE: Não, não era.

UPDATE 2: Contrle remoto de rádio não é telefone celular.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A melancolia é nossa casa

Ao som do sol e do repertório do Froner

_____Eu toquei ali escondido, atrás do Ton, num banquinho baixo e batendo o pé junto com o bumbo. Quem podia me ver, tinha visão privilegiada. Nem coloquei os cabelos na cara, mas coloquei minhas dúvidas e meus medos pra fora entre lágrimas e sorrisos. Todas as minhas notas com destino certo.

_____Sei bem que estou cansado, sempre soube que haveria um limite para o 'nunca me conceda descansar'. Mas só sei de um jeito de ter descanso, e, felizmente, ele não depende só de mim. Acabo pensando que sou uma mistura de um canalha com um pangó. E nessa mistura eu tenho o pior dos dois: A fama e as atitudes de um canalha e o jeito de gostar de um pangó. É como dizer que o gaúcho é o centauro dos pampas, só que não do jeito que todo mundo imagina e sim com a metade de cima sendo a do cavalo.

_____Meu pai me deu um lampião estragado e pediu ele funcionando como presente de dia dos pais. Não consigo entender, ele poderia consertá-lo em meia hora e eu já estou trabalhando nele faz 2 dias. Loucura é coisa de família mesmo. ¿E porque diabos ele precisa de um lampião.?

_____O caminho é uma senda que eu trilho sozinho. ¿Ou será que é o caminho que faz trilhar em mim.?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Um bêbado trajando um pala me lembrou eu mesmo

É realmente incrível que nunca tenhamos ido para a banda oriental.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Life is Good

Ao som das nota sum pouco menos desafinadas do fretless e dos meus resmungos.

_____Sim, é o inferno, mas eu insisto em trilhar meu caminho aqui do que ficar andando sem rumo num paraíso qualquer. Pode ser que tenham destruído o teu mundo, a tua vida, o que tu sente e a tua vontade... tudo sem te dar escolha. Mas isso não serve como esquiva. Eu posso falar, eu errei e quase me perdi entre culpa e remorso. E depois eu ESCOLHI destruir tudo. Pintar uma pena de vermelho por uma questão de justiça. Espiar meus pecados e provar que eu ainda conseguia amar e que conseguia fazer sacríficios. Para poder me perdoar, me reinventar e seguir em frente. E eu sigo em frente sem saber o caminho. As estrelas tatuadas mostram o caminho.

_____
Eu sou o caminho, na verdade.

_____Madrugada fria. Sei que os arcos que ficam sempre esticados não atiram as flechas como deveriam. E lá fui eu de skate com o vento gelado na cara para desesticar. Eu estava quase arrebentando. Sempre me senti estranho andando de skate de calças, pegando embalo com o pé de trás. Cantando pouca vogal com o que chamaram de casaco emo, para não congelar as mãos. Não sei mais andar, ainda assim, descer a 18 continua fácil. Se eu estivesse fumando teria acendido um cigarro. Sò não abri mão de map of problematique tocando nos fones. Até escorreu uma lágrima, mas foi o frio. Até passei nos capuchinhos, mas não quis parar.

Na volta pra casa, um café o mais parecido possível com o do Starbucks, o que é muito irônico, considerando que eu nunca tomei um café da Starbucks. Meu quarto me lembra aquelas noites em que eu dormia com a perciana aberta, com o vento batendo no vidro. Não tinha como eu sentir frio. Não tinha como eu não dormir sorrindo. Se o mundo não me dá nada, eu me obrigoa acredito em mim. Às vezes 5 anos passam rápido, as vezes 1 semana e meia é uma eternidade. Lembrar que 'life is good' sempre fortalece.


E eu lembro de certas partes, de vez em quando.

"O que nem foi julgamento legítimo nenhum: só uma extração estúrdia e destrambelhada, doideira acontecida sem senso, neste meio do sertão. Ah, mas no centro do sertão, o que é doideira às vezes pode ser a razão mais certa e de mais juízo. Sertão é isso: o senhor empurra prá trás, mas de repente ele volta a rodear o senhor dos lados. Sertão é quando menos se espera; digo.
...
Julgamento - isto, é o que a gente tem de sempre pedir! Para quê? Para não se ter medo! É o que comigo é. Careci deste julgamento, só para verem que não tenho medo... Se a condena for às ásperas, com minha coragem me amparo. Agora, se eu receber sentença salva, com minha coragem vos agradeço. Perdão, pedir, não peço: que eu acho que quem pede, para escapar com vida, merece é meia-vida e dobro de morte. Mas agradeço, fortemente" [GS:V]

terça-feira, 3 de agosto de 2010

¿Em que contexto?

Ao som de deep purple - child in time

____Depois dos meus ensaios/marchadas nas noites de caxias, a resenha come solta com o barão do campo harmônico e arquiduque da resenha. Nas horas vagas eu me refiro a ele simplesmente como um amigo. Até porque ele sempre fortalece. E se eu sou o louco que fica ouvindo xícaras de café na madrugada, ele é o louco que coloca a xícara perto do abajur para ficar olhando a sombra que a fumaça faz na parede. Esse é o tipo de coisa que prova por A+B que nunca vou estar sozinho.

____Ingressos para o Pouca Vogal comprados. O Leindecker que me desculpe, mas é lógico que eu comprei do lado do 1berto.

____Eu tenho uma mania que eu adoro, mesmo que ela desagrade a maioria das pessoas. Quando alguém me dá uma lição de moral, eu procuro lembrar do que me dizem para repetir exatamente a mesma coisa para a mesma pessoa quando o girar do mundo me dá a oportunidade. E hoje passei na Igreja de São Pelegrino rapidão só prá soltar uma resenha pro Padre Mário. Invadi a sacristia depois da missa e perguntei com um sorrisão enorme. ¿E quem disse que o Santo é teu.?? Quando eu era um piá e tinha um certo ciúme da estátua de São Francisco, ele me fez essa mesma pergunta. Agora que ele está de cara com o novo shopping por causa do nome,(saiu até notícia no Pìoneiro) eu não podia deixar isso passar em branco. E pior que o shopping em si vai ser a bagunça que vai virar o trânsito no bairro. Combinei de passar lá com mais tempo para um café.

____E cada vez que eu toco o fretless eu me pergunto num sorriso misto de ironia e preocupação: ¿Cadê as notas que estavam aqui?

____And if you listen very hard, the tune will come to you at last. Saudade.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Um príncipe

Ao som das notas levemente desafinas do fretless.

_____A semana promete ser cheia e eu estou meio apreensivo. De qualquer jeito, uma simples mensagem me convenceu que vai dar tudo certo. Vão ser 5 shows. Quero fazer dois deles com o fretless. Espero que ele me diga por que nome devo chamá-lo.

_____Posto um texto velho. De 2007, eu acho. Estava andando pela casa no escuro ouvindo minha xícara de café e lembrei dele. Considerando que "há uma repetição que sempre outras vezes em minha vida acontece," acho que ele ainda é apropriado. Agosto, mnéh.?

Um chamado Vento

Vento era fabulista.?
Fabuloso.?? Fábula.??
Sertão místico disparando
No exílio estuprado da linguagem comum
Projetava no chão
A sombra de mais um
A terceira margem do rio
Inenarrável narrada

Um estranho chamado Vento
Para disfarçar, para forçar
O que não ousavam compreender
Tinha girassóis e violetas
Plantados no quarto.? No peito.?
Era um teatro
E todos os artistas
No mesmo papel
Uma ciranda perfeita
Era inferno e era céu

Vento era tudo.?
Tudo escondido, florido
Como flor é flor, mesmo não semeada.
Um mapa sem caminhos,
Deslizando para fora, falando
Guardava rios no bolso
Cada qual com sua cor de água
Sem misturar, sem conflitar.
E de cada gota sabia
Nome, curva, fim
E no destinado geral
Sua cisma era saber
Para contar sem desnudar
O que não deve ser desnudado

Mágico sem apetrechos
Civilmente mágico, apelador
Embaixador do reino
Que há por trás dos reinos
Dos poderes, das supostas fórmulas de abracadabra, sésamo.
Reino cercado
Não de muros, chaves, códigos
Mas do invisível.

E o Vento sorria
Quando lhe perguntavam
Que mistério é esse.?
E propunha desenhos
Declamava teorias
Figurava tudo menos a resposta
Havia outra questão perguntada.?
Havia necessária resposta a ser dada.?

Tinha parte com...(sei lá o nome)
Ou ele mesmo era
A parte da gente
A minha parte
Servindo de ponte
Entre o sub e o sobre
Que se entretiam
Que antes do princípio se entrelaçavam.
Para uma melhor guerra
Para uma festa maior.

E ficamos sem saber...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Palavras como se elas fossem mãos

Ao som de: No te Va gustar - Me custa creer

Conforme prometi no Formspring, eis o melhor que posso fazer usando palavras:

_____Isso de Tiago e Vento é uma das minhas eternas dualidades. É o princípal motivo que faz com que eu me refira a mim mesmo com um "nós" em vez de "eu". Considerando que sou de gêmeos com ascendente em gêmeos e Lua em aquário, posso ter esse capricho. Vento foi um jeito bonito e prático para juntar sob a mesma bandeira uma série de atitudes minhas. Essas atitudes, quando vistas fora de contexto não são muito bem aceitas pelas pessoas com quem convivo, mas são (eram) extremamente necessárias para que eu me defendesse e, ao mesmo tempo, não enlouquecesse. Foi um jeito de me reinventar. O nome Vento veio de um hippie chileno. Ele disse que eu seria como o vento e as pessoas perto de mim seriam como o fogo: as pequenas eu apagaria e as grandes eu tornaria ainda maiores. Aos trancos e barrancos, é o que eu faço. Acho até que faço isso bem.

_____O Tiago é a base de tudo que foi criado, o ponto de equilíbrio. O porto que permite que o vento navegue livremente. Sem ter um lugar familiar para voltar, sabe-se la´como seria tudo isso. Há, porém, uma tendência a generalizar tudo. Considerar que na minha esquizofrenia separei o bom do mal, o justo do trapaceiro. Infelizmente, não é tão simples assim. Não é uma divisão exata e racional, mas sim um Yin e Yang mal traçado nos pedaços da minha alma. A linha não é definitiva, há sempre alguma maré mudando de lugar as fronteiras do meu ser. E todo mês de agosto (está logo ali, Señor) o Tiago e o Vento sentam e discutem sem jamais chegarem a um acordo. Um faz parte do outro e no fundo eles são uma coisa só, independente do nome que você decida usar. Os lados opostos da mesma moeda.

_____O Lopes é um velho conhecido que se chegou com outro nome. Um demônio tentador e corporativista, como convém a um demônio ser. Ainda não posso falar muito dele. Estou ouvindo o que ele tem a me dizer sem acreditar totalmente em nada e sem me deslumbrar com as promessas dele. Os anjos são ótimos mensageiros e protetores, mas ninguém testa a gente tão profundamente quanto os demônios. Nem o próprio Único Acima.

_____Sobre quem eu sou, não vou escrever nada novo. Uso um texto que, casualmente, está no meu perfil do orkut no momento. Ele é carregado de metáforas que só fazem sentido totalmente para quem me conhece há muito tempo. Se escrevo ele como Vento, é porque me chamo de Vento quando converso comigo mesmo.

_____Eu sou o ar em movimento, a revolução apressada, apoida no tripé mais forte. A melodia que soa desafinada no contratempo. A memória que discute com o orgulho. O arrependimento e a arrogância que voltam pintados de vermelho na minha hesitação. Sou um problema grande com uma solução simples. Sou uma resposta curta e óbvia. Sou o jardineiro que aprende com as flores. O amigo revoltado do Tempo. O Palhaço do Circo sem Futuro. O publicitário que lembra do juramento, o músico que fala tropeçando nas notas e que busca o silêncio. A testemunha que olha tudo sem se envolver. O ser humano que fica comovido. O anjo que se acha incapacitado para o emprego.

_____Eu trabalho com conhecimento e com corações, considerando ambos fundamentais. Evito pessoas pela metade, elas invariavelmente me fazem mal. Posso consertar qualquer coração, menos o meu. Balanço muito, e também me sinto balançado. As pequenas chamas e as grandes fogueiras me conhecem bem.
Sou o suor e as lágrimas, o medo e a compreensão. A dor e um pouco de alívio. A coragem e um muito de loucura.

_____Sou tudo que posso ser, e ninguém pode pegar o Vento, a não ser que ele queira ser pego. Sou o olhar inocente de uma criança. Meu escudo quebrado e minha espada sem fio. Sou o amor, a fé e a esperança. A vida pode ficar melhor comigo, mas você ficará bem menos confuso se não me conhecer como eu sou. Porque, uma vez que a gente se conheça, nossas vidas nunca mais serão as mesmas.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Roendoasunhasmente

Ao som de: Nei Van Soria - Isso inclui você

_____Falei que o Lopes poderia aparecer em agosto, e ele, como se sabe, sempre aparece quando é muito chamado. Depois da madrugada voraz no MSN, agora eu sei que o Tiago também vai estar aqui e vai querer colocar ordem na casa. Bom, ele que pegue uma senha. É incrível como minha vida sempre se resolve em agosto.

_____Saber ler cartas de tarô e ter uma dúvida é uma tentação enorme. Abri as cartas em cima da mesa e não olhei mais pra elas. Agora agora estou muito perturbado para interpretar a linguagem delas. Amanhã, depois do amanhecer eu vou descobrir o que elas podem dizer sobre a virada do tempo.

_____Um dos grandes segredos para entender o que eu escrevo no meu diário é que eu sempre escrevo um 'talvez' na frente das coisas que tenho certeza. Isso vale também para as coisas que escrevo em inglês. E para as músicas que eu toco.

"Maybe I miss your lovin’
Maybe I miss your kiss just a little bit
Maybe I miss your body lyin’ right next to mine
Maybe I miss your touch a little too much"
- Cross Canadian

Se meu filho nem nasceu, eu ainda sou o filho.

Ao som de IRA: Dias de Luta

_____Eu devia ter uns 15~16 anos e estava cansado daquilo de brigar com o meu pai. E eu já tinha minhas metáforas. A gente estava caminhando na praia de manhã e ele estava me falando das responsabilidades da vida adulta.

_____Em vez de discutir, eu puxei ele prá perto das ondas e pisei em cima dos pés dele. Era uma coisa que eu costumava fazer quando era pequeno por medo das tatuíras. Ele demorou um pouco pra entender o que eu queria dizer. Nada que eu dissesse iria fazer ele entender que, apesar de estar maior e de ter responsabilidades que não tinha antes, o meu sorriso era o mesmo de quando eu era criança. Se ele estava cansado das minhas loucuras, eu também estava cansado dele tentar arrancar aquele sorriso de mim.

_____E desde então eu e ele brigamos muito, depois fizemos as pazes. Não é o fim do mundo já que na minha casa há uma equilíbrio estranho entre os 3 passageiros. Respeito a opinião dele na maioria das coisas, mesmo sabendo que não servem totalmente prá mim. E ele sabe que tenho um sorriso que me torna imune a qualquer reclamação dele. Ele não desiste de reclamar para que eu me torne uma pessoa melhor e eu não desisto de sorrir. Teimosia está no sangue, como diria a Bel.

_____Parabéns Peca. Pelo sim e pelo não, sinto um orgulho enorme de ser teu filho. E te amo muito, meu velho.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Tudo deve estar suspenso, nada deve pesar.

Ao som de: Noel Guarany - Potro sem dono.

_____Meu cérebro é um fanfarrão. Quando eu aprendia español e precisava de alguma palavra que estava faltando, ele me dava a palavra em inglês em vez de dar a em português. Agora preciso aprender inglês do melhor jeito possível e o que ele faz.? Fica pensando em español, só pra me derrubar. Minha professora aplicada vai ter trabalho. Da mesma maneira que ela dá trabalho.

_____No começo soou vingança, depois pareceu tanta coisa. Agora eu vejo uma série de situações que eu já vivi, mas com os papéis invertidos. E eu acabo aprendendo muito com isso. É uma bela chance pra mostrar em atitudes o que eu sempre doutrinei em palavras. Só tomo cuidado para não ficar deslumbrado com um ideal de perfeição que não me serve e nem com um delírio de posse que nunca funcionou comigo. E que não vai funcionar agora que jogo com as brancas.

_____Às vezes eu penso que vou enlouquecer, que vou fraquejar e perder o pouco controle que tenho, mas daí lembro das conversas, dos beijos e das manhãs em que amanheci no paraíso com um diabinho descabelado. Life is good e nada que nosostros hagamos podrá cambiar eso.

_____Sei bem que os bons marinheiros são forjadoas por tempestades e não por calmarias.Mas eu já estou dando nós sem usar a mão direita e encontrando o norte sem bússola. E agora que eu sei que existem calmarias, é normal que eu queira um pouco de paz. Tudo ao seu tempo. Também quero ir devagar.

_____Que venha o meu agosto. Não vou estar sozinho.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Miss you already, And I miss me too.

Ao som da Infinita Highway

_____No meio do grande sertão, em várias páginas separadas, encontrei isso rabiscado, como um lembrete prá mim mesmo. Em pedaços, como costumam ser minhas memórias e meus recados. Acho até que já postei isso, mas me soa adequado para o momento. Pelo sorriso que ela coloca em mim quando durmo e que se mantém até eu acordar.

_____"Valora mucho la valentia y no soporta a los débiles. No se apasiona fácilmente de nada, pero cuando lo hace pone un empeño y una perseverancia que pocos son capaces de tener.
_____Es en general una persona bondalosa, llena de nobles sentimientos. Posee mucha seguridad en si mismo, además de un excelente sentido de adaptación. Es dueño de una gran capacidad de reflexión, sensatez y sentido común.
_____Es inteligente, pero muy poco flexible, supone que cambiar los proprios puntos de vista denota falta de personalidad. Cree que defender un punto de vista a cualquier precio es ser coherente consigo mismo.
_____Se dedica plenamente a su tarea y la hace con una resistencia dificil de superar. Pero después del trabajo, por su necesidad de recuperación, no aceptará ningún tipo de ofrecimiento que no sea quedarse en casa y descansar. Las aparentes indecisiones no son más que pereza."

domingo, 25 de julho de 2010

Old years don't have much people.

_____'É estranho.' Essa é a frase que mais tenho me dito ultimamente. Há uma foto como proteção de tela que não me deixa esquecê-la por muito tempo.

_____Pode ter sido um programa de velho, mas ainda assim eu sei que era o que tínhamos que fazer. E foi bom. Vontade é uma palavra cheia de truques. Coca, um halls preto e 123 canecas espalhadas pela mesa. Omelete sem queijo não é o fim do mundo. No livro que ando escrevendo, já sei quando vai terminar o segundo capítulo, mas não sei como vai ser esse final. Não consigo afirmar que realmente vai ser uma despedida. Não sou um maníaco por histórias, mas estou dando uma atenção espeial para essa.

_____Tem coisas que são more biggest mesmo e eu não consigo explicar, embora entenda. Eu preciso de um psicólogo. Já tinham me dito que às vezes é preciso aceitar as coisas como elas são. ¿E de que jeito eu, logo eu, posso fingir que não entendo quando me falam de liberdade.?

sábado, 24 de julho de 2010

Com o estandarte dos kamikazes

Ou A Batalha de Waterloo

Ao som do vento soprando na janela

_____Na minha comanda o nome que eu queria, mesmo sem saber. No meu peito, a armadura mais leve que o Héfeso já forjou. No canto oeste, time forte oitavado no balcão, todo mundo preocupado e ameaçando me bater se eu fizesse merda. No meio da twilight zone, gente querendo me bater por outros motivos, mas sem razão nenhuma. Bacardi e chimarrão. Minha alegria e minha ruína sem linha nenhuma separando as duas. Mas eu insisti, eu não sei desistir. Kamikaze em todo e cada segundo. Um abraço e um ombro quando a casa quase caiu e lá estava eu colocando mais um peão no meio do tabuleiro. SInceridade continua sendo minha regra.

_____Infinita Highway, cantada baixinho, no ouvido da pessoa certa. Amanheci no único lugar que eu queria estar. E fiz chover mesmo sem me dar conta. É claro que eu sou louco, mas o que eu fiz não tem nada a ver com isso. Sei bem como é querer muito uma coisa e não poder ter. Quando eu tenho, aproveito cada segundo como se fosse o último. Não sei como resumir a noite, mas há em mim um cheiro e um sorriso muito familiares. Por hora, é suficiente.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

É pior do que tu imaginas

Ao som de: Froner y La barra brava - Milonga Lunar

_____Eu já fui até o portão do inferno algumas vezes e já falei com gente suficiente para saber o que tem lá dentro. Adoro a melancolia da sombra do cipreste branco e a fonte do conhecimento que existem na beira do rio. Ainda assim eu tinha uma metáfora que define bem o que é o inferno.

_____O inferno é vc estar com uma guitarra desafinada faltando uma corda tentando tirar uma música de uma rádio mal sintonizada. Tudo isso dentro de uma sala vermelha, sem janela nenhuma, de 2x2m. E do teu lado tem uma puta gorda e pelancuda vestida de folma vulgar, fedendo a asa e a bacalhau e fumando um cigarro atrás do outro. E cantando a música junto, é óbvio.

_____Percebo que eu estava enganado. Não existe metáfora de inferno que não envolva minhas duas primas, de 7 e 5 anos. E a Bel, mostrando que infernizar os outros é coisa de família, trouxe as duas para passar 15 dias na minha casa.

_____Nunca melhora, como eu já afirmei anteriormente. Se em vez do Tiago, o Lopes voltasse em agosto, seria muito mais proveitoso.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sempre veneno!

Enquanto isso, na capa do folhetim mais famoso e mais tosco da cidade:



Ironias a parte, o teste serviu pra mostrar do que sou feito.
Perdoa fácil.?? Então prova. O vento na cara e o cheiro de chuva são por minha conta.

Sempre foi lógico.

Passei a noite com o diabo, acho que me saí bem na negociação. Não cedi uma linha. E ouvi uma música muito apropriada pra isso tudo.

There are times when all the world's asleep
The questions run too deep
For such a simple man
Won't you please, please tell me what we've learned
I know it sounds absurd
But please tell me who I am




Tem um dejavu do tamanho do mundo aqui. ¿Será?

Siguiendo más allá del bien y del mal

Eu vou espalhando livros no chão do meu quarto. Alguns com partituras, alguns com palavras e outros com rabiscos. Lendo várias coisas conforme vou me lembrando. Nesse caos eu me sinto em casa.

"E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?"

Frederico Nietzsche - A gaia ciência

quarta-feira, 21 de julho de 2010

My hechizo, de nuevo e todavia

Ao som de sequências aleatórias de acordes qeu só fazem sentido para o Froner


_____Ontem de madrugada lembrei que meu cavalo está com a Morte. E uma busca no meu blog com a tag "cavalo" foi o carro chefe de uma tempestade de lembranças. Lembrei até que eu já consegui escrever do jeito que queria escrever. Lembrei de partes da minha história que eu já havia até esquecido por não usar muito. Respeito aos mortos, sempre. De todas as histórias, ficou apenas uma ostra taurina que faz parecer que o mar é só uma gota girando ao redor dela. E ficou o que eu sou, o que eu me torno e a minha infinita mudança dentro do meu reino sem paredes e sem fonteiras. Meu reino é o agora, e nele tudo faz sentido. Abandono o blablabla de raízes e tal. Eu tenho asas justamente para não precisar de raízes.

_____O dia inteiro tirando músicas com a chuva. Tudo muito a contento, até voltar uma música que tem estado no meu repeat já faz dias. E segue a conversa por nicks de MSN, pelo próprio MSN e talvez ainda pelo telefone, se me atenderem. Mas claro que não vai ser fácil.

Otherwise

Ao som de Marina de la Riva - Ojos Malignos

_____Tiro uma folga do Don Quixote, não sei até quando. E volto pro grande sertão porque talvez tenha realmente chegado a hora de fazer o sertão virar mar e eu vou precisar reler o manual das veredas. O kamikaze continua triste, mas fatos são fatos e o mundo não vai parar enquanto eu me lamento. Tenho 6000 km de mar e 20 meses pra resolver. Fora o tudo que aconteceu nos dois continentes e que continua ecoando.

_____"Ah, tem uma repetição, que sempre outras vezes em minha vida acontece. Eu atravesso as coisas - e no meio da travessia não vejo! - só estava era entendido na idéia dos lugares de saída e de chegada.[...] mas o real não está nem na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia." GS:V

_____Pelo visto vou entrar em agosto dando uma voadora com os dois pés no cara aquele que sempre volta em agosto. Vai ser um mês de comover meu capricho.

Até porque...

domingo, 18 de julho de 2010

O caso caótico, a paranóia e eu não desisto.

Ao som de Dave Mathews Band - All along the watch tower

_____Do céu ao inferno, sem escalas. Minha vida é assim mesmo. Às vezes empresto minha alma pra Deus, às vezes alugo ela pro Diao. Quando anoitece tenho o mundo todo e quando amanhece não tenho mais nada. E enquanto o sol faz seu caminho no céu, eu vou atrás do que me faz feliz. Não teria sentido se não fosse assim. Não teria paixão. Do show, lembro do Pai Nosso em espanhol, soltei o cabelo, não tinha sorriso nenhum prá me esconder e eu precisava ficar invisível. Eu não queria estar lá. Só queria ficar quieto num colo que eu mereço. Que eu tenho me esforçado prá fazer por merecer. As pontas que deixei presas no passado voltam com histórias distorcidas e eu não posso fazer nada prá me defender. No fundo eu sabia que isso podia acabar acontecendo. É um grande ironia que eu tenha cometido os maiores delitos e tenha ficado impune e que tome toda culpa quando estou inocente. Se bem que, parece haver nisso uma justiça que compreender nem consigo. Continuo apavorado, continuo tentando acreditar. Eu não vou desitir.

_____Sentado aqui nessa mesma janela, o vento vem doce. A chuva cai mansa, como quem diz, "se vc precisar eu estou aqui". Não posso reclamar sobre consideração, tenho quem me considere. Sigo com a sina de um covarde e com o peito de um atrevido. E com o estandarte dos kamikazes, já que ele cansou de ficar brincando com a poça dágua e resolveu tomar o controle antes que o barco afunde e eu perca minha ex litle jerk girl.

_____Não sou nem um psicopata. Não me leve a mal.

sábado, 17 de julho de 2010

Uma quase greve

_____Não tenho dúvidas de que, quando meu corpo acha um vírus da gripe foda, ele não destrói por completo. Ele simplesmente deixa guardao em algum canto, vigiado de perto pelos leucócitos. Uma gripe pode ser usada como argumento de negociação mais tarde. Ou para me punir mesmo. Foi uma semana de exageros em relação a frio, eu admito . Noites com um simples edredon, cabelo molhado, 0º C e eu de casaco e camiseta. Cervejada e tapas na cara na rua. E meu corpo cansou. Largou o vírus e tá fazeno uma operação tartaruga prá fazer alguma oisa. Tudo no meio de um fim de semana de 3 shows.
_____Meu corpo tem dessas, aguenta até onde dá e depois simplesmente pede arrego. O problema é que eu normalmente não dou e segue a correria. Nunca vai melhorar. De qualquer jeito, febre e dor de garganta são ótimos argumentos para que eu tente resolver isso tudo mais rápido possível.
_____Enfim, prometo me agasalhar melhor, prometo me cuidar e parar de testar o limite de tudo. Até vou secar o cabelo depois do banho. Só peço uma coisa em troca, ou melhro duas: Quero continuar respirando e quero que minha língua saia do meio dos meus dentes enquanto eu falo. Não aguento mais morder a língua.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Frases simples e despretenciosas sobre grandes assuntos

"Com um pouco de bom senso e cuspe tu consegue fazer qualquer coisa."

Kiko Favero, se referindo ao uso de delay e reverb
com toda ambiguidade do mundo

terça-feira, 13 de julho de 2010

Coisas que ninguém me disse






Imagens roubadas do STUFF NO ONE TOLD ME indicado pela @deadoll no twitter. Coloquei algumas imagens porque é muito mais fácil de entender do que se eu ficar explicando. Bom dia prá todo mundo.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Bleeding

O dia inteiro tocando MPB e o dito "samba rock". Nada contra, as vezes é até divertido, mas está mais para trabalho do que para diversão. Depois de um café, lembrei da música da madrugada e quando me dei conta já estávamos eu e o Virgílio tirando ela. A idéia de descanso continua sendo a de fazer outra coisa em vez de ficar sem fgazer nada.



Fear and panic in the air
I want to be free
From desolation and despair
And I feel like everything I saw
Is being swept away
And I refuse to let you go

I can't get it right
Get it right
Since I met you

Loneliness be over
When will this loneliness be over?

Life will flash before my eyes
So scared to be lost
I want to touch the other side
And the world
Thinks they are to blame
Why can't we see
That when we bleed we bleed the same

I can't get it right
Get it Right Since I met you

Loneliness be over
When will this loneliness be over?

!Que Lío!

Ao som de Muse - Map of Problematique

_____Às vezes eu fecho os olhos, e quando eu abro eu vejo o paraíso. Às vezes eu fecho os olhos e só tenho vontade de mantê-los fechados. É difícil acreditar, o Único Acima sabe que é difícil acreditar. Mas eu tento. Nas minhas costas os escombros de saber que não sei mentir tão bem. De perceber que todas minhas mentiras se tornaram inúteis e desnecessárias. Elas não conseguem me defender. Minto como um peão e ela como um rei. E por mais que o peão e o rei voltem prá mesma caixa depois do jogo, rei só existe um e peão existem vários. Aqui dentro há um caos enorme. Uma criança mimada gritando que a dor é muito maior do que ela é na realidade. Um moralista tentando convencer que estou fazendo uma coisa muito errada. Um otimista tentando dizer que tem tudo prá dar certo. E no cantinho da minha alma, um kamikaze fuma um cigarro brincado com uma poça dágua. Ele parece triste com todo esse lío. Ele parece ser o único que entende que não precisa se defender de nada.

_____Das ordens justas e coerentes que me dão, eu tento obedecer todas, com excessão de uma. Seria impossíel, eu vivo marchando.

_____Ouvindo música sentado em um sofá que só os inteligentes podem ver, eu lembro de ter ouvido ela dizer: se a próxima for boa, a gente dança. E eu continuo dançando desde então. Mas é tão estranho dançar uma música que não conigo entender. O tempo que fiquei me proibindo de dançar e de ser feliz também pesa nas minhas asas.

_____Minha gaveta de espólios vai ficando sem nenhum amarrador de cabelo. Frenesi significa excitação. As estrelas ainda me fazem sorrir. ¿Ou deveria eu dizer que elas me permitem sorrir. ? Que idiota, aqui estou eu tentando me anular de novo. Mas, apesar disso, não perdi meu toque: Ainda sei fazer chover e a chuva ainda esconde o que tem que esconder, ao mesmo tempo que me lembra de uma promessa que foi feita.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Da infância

_____Eu acho que foi na primeira série, mas não consigo me lembrar com certeza. A professora desenhou uma cartola no quadro com umas palavras saindo dela e pediu prá gente copiar. Nada muito difícil, mas eu realmente não senti vontade nenhuma de fazer aquilo. Eu simplesmente pulei aquele exercício e fui para o próximo. Devia ser alguma coisa do tipo complete com 'm ou 'n. No fim da aula, quando a professora viu que eu não tinha desenhado a tal cartola, ela assinou minha agenda. Meus colegas se encheram de moralismo me criticando. Eu fui o único aluno da minha turma que teve a idéia de não copiar aquele exercício do quadro. Quando cheguei em casa, tomei uma bela mijada dos meus pais. Devo ter ficado de castigo. De qualquer forma, eu estava sorrindo.
_____Naquele dia eu entendi, pela primeira vez, que eu não precisava fazer o que os outros me mandavam. Entendi que não precisava ser igual a todos os outros e que não precisava da aceitação deles.
_____Eu tinha devia ter 4 ou 5 anos, no máximo. E não havia nenhum pai ou professor que pudesse me tirar aquela sensação de liberdade.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Acabou

Ou: OS Luisíadas

@Gravação: Show na quinta e logo depois do show me tranco no estúdio no melhor estilo empreitada para terminar o cd. Eram 4.00 da manhã. Entre gravações, surtos, o tempo foi passando. E o prazo final já tinah passado havia horas. Quando a casa tava quase caindo o Pezzi tocou Moonlight Sonata e eu voltei pro prumo. Quando eu não ouvia mais nada. aplicava EQ, compressor e Rever como um macaquinho bem treinado e tudo ficava melhor. Quando eu estava gravando a Master, percebi as discrepâncias de volume e não tive forças nem para não me importar. Apertei o Burn como que assinando minha carta de alforria. E depois de 16 horas mixando e gravando direto, depois de 55 horas sem dormir, simplesmente desmaiei no chão.

Acordei do desmaio algumas horas depois a tempo de jantar com o Pezzi. Comida descente, pra variar. Depois de um vinho e de um picanha estávamos prontos para começarmos a trabalhar na segunda e última parte da nossa marchada: tocar no show de lançamento do cd do artista. Com um balde de café e muita paciência, la´fomos nós tentar decifrar as músicas do show, para, na medida do possível, errarmos todo mundo junto. Quando a cafeína acabou, acabou tambén nossa energia e nossa vontade de entender os acordes de um violão desafinado. Tínhamso 6 músicas em condições de serem tocadas. Era pouco, mas era tudo. E assim a sexta feira terminou e eu pude dormir numa cama.

@Show: No sábado a caminho do teatro eu recebo uma ligação do Pezzi dizendo que a brilhante produção tinha decorado todo o palco do teatro e que não havia espaço para o piano. Logo depois tentaram colocar uma cômoda na minha frente. Eu já não estava sorrindo quando o ensaio começou. O ensaio, não preciso nem dizer, foi uma bosta, mas no final de tudo eu ganhei um belo presente, consegui fazer uma jam session com o Lucio Yanel. Só eu, ele, o teatro vazio e o velho Lá menor de sempre. O sorriso voltou e eu tinha uma certeza tão ou mais mística que a Celeste Uruguaya: eu iria até o fim.

O show, como é óbvio de se supor, foi outra bosta. Um engodo. Um embuste. Um compêndio de mobralismos. Vi muita gente dormindo. Vi um baterista autista. Vi um cara me resenhando depois do show dizendo que ia me mandar uma bússola. E vi um "acabou" de alívio quando o show finalmente acabou. E dali eu fugi para a paz que eu tanto merecia. Ouvindo Red Hot e tomando vinho, acabei na minha cama. Dormi não por estar cansado, mas porque era justo que eu dormisse. Acordei sorrindo. Acordei feliz. Acordei leve.

Domingo com chimarrão no parque para colocar a cabeça no lugar e o coração no compasso certo. De noite, ainda ao som de Red Hot, acabei comendo cachorro quente e casando.

E agora eu finalmente vou dormir. Chorei de cantinho enquanto recebia colo. Ter alguém que queira e consiga cuidar de mim é uma novidade e tanto. Deixo também meu mais sincero e humilde agradecimento aos outros dois Luíses. Eles foram imprescindíveis para a finalização do CD. Kiko Favero e Maurício Pezzi. Sim, nós 3 temos o mesmo nome. E, se bobiar, a mesma demência. E, Barão, gracias pela Vuvuzela.

E agora eu vou dormir, mas não sem antes postar a minha ficha técnica do cd, que no encarte acabou saindo pela metade.


Violão, Voz, Violão 7 cordas e Percussão (todos num tempo alternativo): Diego Max
Teclados num nível Chico Xavier: Maurício Pezzi
Contrabaixo e milagres no Protools: Vento Tiago Breda
Bateria e percussão : Rafael Froner
Produção: Maurício "El Gaucho" Kehrwald e Diego Max
Encheção de saco e aromatização do estúdio com Free Azul: Rogélia Kehrwald
Mobraismo e falta de noção SEVERA: Digo max, filho do reconhecido mestre Lúcio Yanel
Puxadas de tapede periódicas e sem aviso prévio: Maurício Kehrwald
Passada de pano e preocupações aleatórias: Anderson fé morta
Resenha em tempo real, o tempo todo: TODOS, SEM EXCESSÃO

Agradecimento especial aos nóias que insistentemente bateram na porta do estúdio pedindo um apoio e aos caras da boca do lado do estúdio que deixaram a gente devolver os cascos das "skóis" depois.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Dentro de uma camiseta celeste

Os Uruguaios não conseguem perder a alma, nunca souberam se entregar. Eles sabem acreditar. Eles sabem silenciar estádios. Prá mim, a celeste é e sempre vaiser muito mais mística do que a amarelinha.

"E então, o árbitro deu uma falta que não existiu. Não lembro quem cobrou. O fato é que a bola foi para a área celeste. Muslera saiu mal. Sobrou para o ganês. Ele defendeu com o joelho. Adiyiah conseguiu o rebote e chutou para o gol. E Suárez defendeu. Suárez, o atacante defendeu. Pênalti para Gana. Classificação para o Uruguai.

Quando um jogador de linha, ainda mais um jogador importante como Suárez, defende com a mão uma bola na linha do gol no último minuto da prorrogação, ele simplesmente joga toda a sua fé na esperança. Se a bola passa, acabou a Copa. É preciso um último recurso, a última chance, a cartada final. É a morrer. A morir. É assim que Suárez foi ensinado a jogar, e por isso ele não teve dúvidas. Defendeu a bola. Saiu chorando. Eliminou o Uruguai da Copa? Classificou o Uruguai às semifinais.

Isso porque ele deu uma última chance à mística. Schiaffino sorriu. Obdulio vibrou. Cea, Nasazzi, Abdón Porte. Todos pararam em frente a Asamoah Gyan, um dos mais brilhantes atacantes dessa Copa, e disseram: não. Estava diante de Muslera Gyan, as vuvuzelas, a África inteira, o mundo e todo o destino possível. Toda a lógica. Pênalti aos 15 minutos da prorrogação. Acabou. Acabou?

Trave.

E Suárez apareceu vibrando, sozinho. Sem abraçar ninguém. A maior vibração da sua vida, talvez. O maior alívio, certamente. Vibrando sozinho, na saída do túnel. Sem ninguém para acompanhar, a não ser um delegado da Fifa incrédulo. Suárez defendeu a bola, foi o segundo goleiro, classificou o Uruguai e escreveu sua página na história de todas as Copas do Mundo. Suárez poderia ser um atacante promissor do Ajax. Tornou-se uma lenda.

Uruguai x Gana, até agora, é o maior jogo da Copa, e talvez de todas as últimas quatro Copas. Não sei quantas, é difícil dizer, mas o fato é que eram dois times que, conscientes das suas limitações e da enorme vontade de fazer história, jogaram muito mais do que o enfado. Jogaram praticamente a chance de viver e a chance de escrever um nome no livro eterno da Fifa. Uruguai e Gana agradeciam por estar ali, quando entraram em campo, e lutaram pela história em cada segundo do jogo. Marcaram demais. Atacaram o tempo todo. Era lá e cá. Chutes a esmo, 200 escanteios uruguaios, chances e mais chances. Não parava a Jabulani, quase nunca.

O gol de Gana foi no final do primeiro tempo, merecido, foi um grande primeiro tempo. Mas o Uruguai voltou bem melhor no segundo, e com uma bola parada, uma falta de Forlán, conseguiu o gol. 1×1. Resultado justíssimo. Na prorrogação, dois times mortos continuavam tentando. Por que não se matam cavalos? Isner e Mahut. Tentavam, e tentavam, e tentavam, sem parar. 1×1. Prorrogação.

O cenário que foi descrito no primeiro parágrafo desse texto poderia resumir tudo o que foi essa Copa do Mundo, mas havia mais. Havia uma decisão por pênaltis. Gana jogando a África, Uruguai jogando a mística. Jogadores de segunda classe no contexto mundial, aquele contexto que escreve capas de revistas, de jogos de videogame, de filmes, de bandeiras, de banners de marcas de roupas esportivas. Nenhum deles estava em campo. Eram dois times. Não tão grandes no futebol, mas gigantes na vontade, e que fizeram do futebol um esporte ainda maior. Por que tentaram, e jamais desistiram.

Asamoah Gyan, que perdeu o pênalti, foi o primeiro a cobrar. E com macheza, marcou o gol. O Uruguai foi convertendo. Mas havia Fernando Muslera no gol, de amarelo. Que pegou o pênalti de Mensah, e ainda um outro. Para encerrar, Loco Abreu. Há milhares de maneiras de bater um pênalti decisivo. Loco Abreu resolveu dar uma cavadinha. 4-2.

Galeano vai escrever uma Bíblia sobre esse jogo. Mario Benedetti, estivesse vivo, escreveria uma antologia. Schiaffino e Obdulio sorriem. É a mística celeste de volta. No deboche de Loco Abreu. Na garra de Forlán. Na inteligência decisiva de Muslera.

E especialmente, na coragem de Luís Suárez.

Fosse eu Joseph Blatter, entregaria a taça no final desse jogo. Acabou a Copa.

Até a vitória"

Texto de Luís Felipe dos Santos retirado do blog Impedimento

"Queda-te tranquilo Obdulio, los muchacho no te van a dejar cambiar la história"

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Jesus, it's never ends

Só mais 3 dias aguentando disparates e rompantes paseudo artísticos. Aguentando todo mundo enchendo o saco perguntando se vai dar tempo. NÃO, NÃO VAI DAR TEMPO. NÃO TEM COMO DAR TEMPO. NUNCA TEVE. Ouvindo 23 minutos de troloris para responder uma pergunta cuja resposta seria um simples sim ou não. Continuo me preservando, mesmo sem dormir e parecendo um panda por causa das olheiras.

Amizade é deixar um X no porta luvas do carro do amigo por 5 dias.

Dessa vez vou bater meu recorde com folga..e vou fazer um solo de vuvuzela durante o show do artista.

Mais 3 dias...depois eu só quero ficar com a paz que eu mereço.
Espero que ela queira ficar comigo.